Não faz muito tempo, a Petrobras teria viabilizado a descoberta de reservas hídricas em grande profundidade, na Serra do Araripe, em áreas pertencentes ao município de Araripina. À época, o aproveitamento do lençol descoberta seria inviável do ponto de vista econômico.

Esse trecho descoberto se chama Bacia do Araripe e localiza-se no extremo noroeste de Pernambuco, ocupando parte dos Estados do Ceará e Piauí, e constitui o divisor de águas das bacias hidrográficas do Rio São Francisco, ao sul, Jaguaribe, ao norte, e Paraíba, a oeste. Possui uma superfície total de 120.000 Km2, sendo que a porção da bacia se encontra dentro do limite territorial pernambucano é de aproximadamente 2.500 Km2.

A estrutura das camadas é em forma de sinclinal e condiciona seu comportamento hidrogeológico, fazendo com que as nascentes do aqüífero Feira Nova, ocorram principalmente ao longo do desfiladeiro setentrional da Chapada do Araripe, portanto, no lado cearense.

A porção da Bacia do Araripe dentro do Estado de Pernambuco é constituída por uma parte da zona de Chapada, que forma uma extensa mesa quase plana e sua borda meridional em forma de escarpa.

O poço mais recente perfurado nesta porção da bacia pela COMPESA tem profundidade da ordem de 900 m e apresenta nível estático profundo de 375 m, mas com alta capacidade específica de 5 m3/h/m e produzindo uma vazão de 100 m3/h, para fins de abastecimento público. O plano original da COMPESA na época previa a perfuração de mais 5 poços na região, todos para a mesma finalidade.

Quer saber mais de idéias que podem minimizar as conseqüências da seca no Nordeste? Veja esse artigo da ABAS.

Publicado por Hermes Alves

Sou fundador deste site, projeto que iniciei em 1999 realizando a primeira transmissão ao vivo para a Internet de um evento junino. Sou formado em Marketing com especializações internacionais em Informática e um amante descarado por nossa querida cidade, Araripina Pernambuco.

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