Último mineiro chileno retirado com sucesso da mina de Atacama

Os 33 mineiros (32 chilenos e um boliviano) foram retirados são e salvos do soterramento que durou 69 dias na mina do Deserto de Atacama, no Chile. A operação foi um sucesso total com cobertura da midia internacional. A comoção, o desespero até o final feliz deram o desfecho para o mais longo e sofrido acidente ocorrido debaixo da Terra.

Após o resgate, fica, agora, uma dura realidade para os mineiros e seus familiares: vencerem o trauma e o abalo psicológico pós-acidente.

Segundo médicos psiquiatras, se não bem tratados e acompanhados por equipe multidisciplinar, muitos dos acidentados poderão desenvolver distúrbios mentais. É porque em tais eventos o trauma psicológico desencadeia altos níveis de estresse, ansiedade, depressão, levando muitos dos afetados a desenvolverem transtorno de estresss pós-traumático, síndrome do pânico e transtorno de ansiedade generalizada, afetando sua boa qualidade vida para o restante dos anos de vida, caso não sejam devidamente tratados com especialistas. Alguns poderão também desenvover claustrofobia e agorafobia.

Esses transtornos mentais são comuns em pessoas que são submetidas a graves situações traumáticas e de intenso estresse, a exemplo de ex-combatentes de guerra, vítimas de horrores como o Holocausto e a seres humanos que tenham vivenciados grandes catástrofes naturais, como enchentes, terremotos, etc. Isso porque uma das principais causas é a rememoração do evento traumático pela vítima que fica fazendo um feedback das situações traumáticas como um filme de horror na mente de forma invasiva e persistente contra sua vontade. Muitos desenvolvem também fobias de evitação e esquiva com relação a fatos similares aos vivenciados. Em casos mais graves, outras vítimas manifestam neuroses e histerias gravíssimas que podem levá-las a atentar contra a própria vida e de terceiros. Uma das principais preocupações das autoridades chilenas, agora, conforme noticiado, é tratar de ajudar os mineiros a superarem o trauma que vivenciaram para não desenvolverem distúrbios mentais e voltarem a ter uma vida normal.

Sandro Moraes

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