A partir do dia 15 de fevereiro os beneficiários do Sistema de Assistência à Saúde dos Servidores do Estado de Pernambuco (Sassepe) terão horários específicos para marcar consultas com os médicos da rede própria e credenciada do plano de auto gestão do governo. Desde o dia 15 de janeiro quem liga para o call center do Sassepe para marcar consultas vem sendo avisado da mudança. Com isso, cada especialidade médica terá um horário específico durante o dia para que os beneficiários liguem marcando.

Segundo a gestora da rede credenciada do Sassepe, Ana Paula Jardim, a mudança foi um pleito do próprio Sindicato dos Servidores e todo o processo foi feito a quatro mãos, com a participação do Estado e dos servidores. “Atualmente a ligação é livre e o Sassepe tem 196 mil beneficiários. Com isso, a demanda na primeira hora da manhã é tão grande que congestiona o tronco da própria linha telefônica e muita gente reclama que só fica escutando a musiquinha. Isso acontece porque todos os 90 atendentes não param nesses horários”, explicou a servidora, informando que, nas primeiras horas da manhã, o sistema do Sassepe recebe, em média, 50 mil ligações.

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(imagem da internet)

Segundo ela, o Sassepe fez um estudo em cima das principais especialidades demandadas para que, dessa forma, essas passassem a ter horários de atendimento adequados. “Com esse estudo de fluxo, distribuímos os horários. O sindicato fez a proposta das especialidades e modificou alguns horários, como no caso das marcações para ginecologia. Como a maioria das mulheres é professora, acordamos que o melhor horário seria pela tarde, pois de manhã elas estão em aula”, explicou.

Ana Paula Jardim disse também que o Sassepe está trabalhando para corrigir um problema que diminui a capacidade de atendimento da rede. “Cerca de 5 mil pessoas marcam as consultas mas deixam de ir. Temos 60 mil consultas marcadas por mês e mesmo com o call center ligando e mandando mensagens para lembrar, muitas pessoas deixam de ir. Isso atrapalha quem poderia ter sido atendido e não foi por falta de horário com o médico”, salientou. Segundo ela, o trabalho em questão é de conscientização do usuário do sistema.

A servidora recorda que há três anos a marcação era definida por horário, mas que o modelo foi abandonado por solicitação do Sindicato, que entendia que algumas especialidades tinham horários reduzidos. Atualmente um servidor ou beneficiário do sistema leva, em média, 28 dias entre a marcação da consulta e a visita ao médico. Para tentar diminuir esse prazo, e sob recomendação do Tribunal de Contas do Estado (TCE), o Sassepe fez chamamento público e conseguiu desde setembro credenciar cerca de 200 novos médicos. “Atualmente temos especialidades críticas, como otorrinolaringologia e neurologia. Os prestadores dizem que não existem esses médicos no mercado”, comentou.

Há cinco anos o Sassepe não credenciava novos médicos e prestadores. No Estado inteiro são 295 instituições que prestam serviços de saúde aos beneficiários do Sassepe. Com relação à rede própria, o Hospital dos Servidores (HSE) – que terá novos ambulatórios inaugurados no dia 15 –, o Sassepe atendeu em dezembro 12.553 pacientes em 59 especialidades. No interior, a rede de clínicas próprias serviram 3.300 pacientes.

Fonte: jconline.com.br

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