Produção Científica cresce 56% no Brasil

Editado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República
Nº 802 – Brasília, 6 de Maio de 2009

Produção científica cresce 56% no Brasil
  O Brasil alcançou na 13ª posição na classificação mundial em produção científica em 2008 e ultrapassou a Rússia (15ª) e a Holanda (14ª). De 19.436 artigos em 2007, essa produção subiu para 30.451 publicações no ano passado, crescimento de 56%. Os dados são do National Science Indicators, National Science Indicators, base de dados estatísticos sobre pesquisa e ciência que reúne dados atualizados de mais de 180 países.
  Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, o resultado alcançado pelo Brasil se deve, entre outros fatores, ao aumento no orçamento das universidades federais; à ampliação do número de mestres e doutores no Brasil e ao crescimento no número de bolsas concedidas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). 

  “O indicador mostra o esforço nacional e o vigor das universidades federais”, disse o ministro. Haddad afirmou, que, se a produção científica brasileira mantiver o ritmo de crescimento, o País poderá estar, dentro de pouco tempo, entre os dez maiores produtores de conhecimento científico do mundo.
  Estados Unidos, China, Alemanha, Japão e Inglaterra são os cinco primeiros colocados no ranking, seguidos da França, Canadá, Itália, Espanha, Índia, Austrália e Coréia do Sul. Com o aumento registrado na produção científica em 2008, o Brasil passa a contribuir com 2,12% dos artigos de todos países monitorados pela base de dados.
  Portal  – Outro fator que contribui para o a boa colocação do Brasil no ranking é o acesso livre ao conhecimento gerado mundialmente, oferecido pelo Portal de Periódicos:    www.periodicos.capes.gov.br.
  Quando foi criado, em 2000, o portal contava com 1,8 mil títulos. Em 2009, são 13 mil periódicos, 126 bases de dados referenciais e seis bases dedicadas exclusivamente a patentes.
  Nesse período, o número de consultas ao portal passou de 1.735.606 acessos às bases de texto completo e 1.287.545 às bases referenciais para 21.111.922 textos completos baixados e 39.591.556 pesquisas aos abstracts (resumos) oferecidos pelas bases referenciais, o que totaliza 60.703.478 acessos ao conteúdo assinado.
  Cresceu também o número de instituições que fazem pesquisas no portal – de 72, em 2001, para 268 em 2009. A intenção da instituição é incentivar ainda mais a internacionalização da pesquisa brasileira por meio de acordos com editoras para permitir o livre acesso no mundo a artigos científicos publicados por autores brasileiros.

  Capes – Criada em 1951, a Capes é uma autarquia do Ministério da Educação que cumpre papel estratégico na qualidade da educação superior e na formação de mestres e doutores. Em 2007, a Capes passou a investir também na formação de professores da educação básica (educação infantil e ensinos fundamental e médio). O aumento do número de doutores e mestres é uma das prioridades da política nacional de educação e de ciência e tecnologia do governo federal.

Publicado por Hélida Luanna

Olá ! Sou natural de Araripina, cidade por a qual tenho muito apreço. Atualmente resido em Petrolina- PE, curso o 8º período de Psicologia na Universidade Federal do Vale do São Francisco. Contribuo nesse site com a postagem de matérias cujos conteúdos são pertinentes a minha área de atuação, com o objetivo de trazer informações sobre temas relevantes para a população.

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1 comentário

  1. É louvável que a produção de conhecimentos acadêmicos no país tenha crescido tão consideravelmnete. Não se pode deixar de refletir que esse conhecimento não será útil se não servir a uma aplicabilidade das demandas sociais que estão aí a espera se resoluções. Espera-se que tantas teses e publicações possam ter algum efeito político sobre a melhora das condições da Educação Básica no país, da Saúde Pública e de tantos outros setores carentes de uma intervenção eficaz. Que tais produções não sejam mais um amontoado de livros em prateleiras…que delas, sejam derivados os princípios norteadores das ações que necessitam ser tomadas com urgência. Acho que está desgastada essa ciência enclausurada em laboratórios e produtora em massa de publicações que descrevem fenêmenos do mundo…enquanto o mundo continua a mover-se e tornar obsoleto esse conhecimento que não é utilizado para aplicabilidade. Sinalizo então duas necessidades: a de que as decisões políticas levem em consideração esse conhecimento academicamente produzido, e que o mesmo seja delineado com fins a reponder à essas demandas sociais, satisfatoriamente.

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