O impulso pela conquista e manutenção do poder, em qualquer meio social – familiar, nacional, internacional, etc. – e em suas diferentes modalidades – poder político, econômico, religioso, cultural, – tem-se mostrado uma das mais fortes paixões, a agitar o coração humano.

”A maior parte dos homens” deseja exercer um poder absoluto sobre muitos. Essa paixão pelo poder é algo que partilhamos com os outros desde os primórdios.

As relações de poder e submissão são comandadas pela parte mais primitiva do cérebro humano, a chamada zona límbica – sistema responsável pelas emoções nos mamíferos. Daí porque as relações sociais que envolvem comando e obediência, tendem não raro, a escapar a todo controle racional e investir, mesmo contra todos os sentimentos naturais.

Todo aquele que exerce um poder despido de freios ou mecanismos de controle, corre o risco de ser dominado por ele, e de passar assim, objetivamente, da condição de senhor à de escravo, ou seja, de alguém que já não se pertence, mas vive submetido. Efetivamente, raro são os homens de poder que não se deixam escravizar pela “gloria de mandar e a vã cobiça desta vaidade, a quem chamamos de fama”.

Normalmente, os homens no poder costumam ter apenas duas espécies de amigos: os uteis e os agradáveis. Eles querem os primeiros para executar suas ordens com toda habilidade, sem levantar objeções de ordem moral e procuram os segundos como fonte de entretenimento e diversão.

O que os poderosos tem, é uma imensa dificuldade de reconhecer que quanto maior o seu poder, mais intensamente, eles são cercados e pressionados por uma corte de “escravos”, os quais por puro interesse pessoal ou de grupo, só cuidam de os encenar e de louvar as suas decisões políticas, ocultando sistematicamente os aspectos negativos da pessoa do “chefe”, ou das decisões por ele tomadas.

Tudo isso explica porque é justamente no exercício do poder que costuma vir à tona os defeitos recônditos a alma humana.

Daí porque Aristóteles diz: O poder revela o homem.

E como revela!

O poder só é limpo quando se traduz em serviço.

Publicado por Rejane Jacó de Lima

Rejane Auxiliadora Jacó de Lima é professora aposentada da Secretaria de Educação do Estado de Pernambuco , com 32 anos de serviços prestados a Educação de Araripina e região. É pós graduada em Metodologia da Pesquisa na Educação, pela Faculdade de Formação de Professores de Petrolina . É graduada em SERVIÇO SOCIAL, pela Fundação Universidade do Tocantins.

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