Perícias inconclusas e depoimentos contraditórios podem decidir Caso Serrambi

O julgamento dos kombeiros de Ipojuca, Marcelo e Valfrido Lyra, acusados pelo estupro e assassinato de duas jovens de classe média alta do Recife, em maio de 2003, pode ter um desfecho inesperado para a opinião pública e para o Ministério Público. Tudo leva a crer, no campo das hipóteses, que por falta de provas cabais os irmãos sejam absolvidos pelo Tribunal de Júri instalado em Ipojuca. Segundo informes da imprensa pernambucana, os peritos tem declarado que as perícias realizadas no caso estariam inconclusas e que há muito depoimento contraditório das testemunhas de acusação ouvidas até agora. Reza o Código de Processo Penal Brasileiro que na falta de provas contundentes aplica-se o princípio do “dubio pro reo”. Ou seja; na dúvida melhor absolver do que condenar o acusado.

O julgamento, que estava previsto para terminar em cinco dias, vem se arrastando a vários dias e a estimativa é que só acabe no domingo 05 de setembro. Pela comoção e o estresse que o caso encerra para acusação e defesa, vários envolvidos no julgamento tem passado mal com hipertensão, incluindo acusados e componentes do júri. Até o promotor aposentado Miguel Salles, que presidiu as investigações do caso no início e que foi afastado depois de muita controvérsia e contestação de sua atuação no caso, passou mal e foi internado no Hospital Esperança em Recife.

Segundo se pode observar, porém, há um clima de muita insatisfação por parte da opinião pública caso os irmãos kombeiros sejam absolvidos por falta de provas. Caso ocorra, é dado como certo de que o MPPE recorrerá da decisão absolutória, podendo esse longo caso policial se estender por mais alguns anos, para desespero dos familiares de ambas as partes: acusados e vítimas.

Sandro Moraes
Jornalista.

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