Fábrica clandestina de medicamentos e fechada em Araripina e Secretário de Saúde e autuado em flagrante por crime contra a saúde pública.

Operação conjunta entre as agências Nacional e de Pernambuco de Vigilância Sanitária (Anvisa) e (Apevisa) e a Polícia Civil, realizada em seis municípios do Interior de Pernambuco, foi responsável pelo fechamento de uma fábrica clandestina de medicamentos, interdição de 29 farmácias, 32 prisões e a apreensão de cerca de 11 mil remédios vendidos irregularmente, proibidos e até mesmo falsificados.

O secretário de Saúde de Araripina (Sertão), Venilton Carlos Cardoso, 29, foi autuado em flagrante por crime contra a saúde pública, que é inafiançável. Ele era o responsável técnico pela fábrica de medicamentos falsos fechada, a primeira a ser interditada em Pernambuco.

A operação teve início na última terça-feira no município de Lajedo (Agreste), e em Serra Talhada, Belém do São Francisco e Floresta (Sertão). Nesses locais, foram interditadas 11 farmácias e apreendidas cerca de sete mil caixas de medicamentos vendidos irregularmente, sem receita ou sem licença para venda.

Durante todo o dia de ontem, a operação atuou em Cabrobó e Araripina. Nesses locais foram fechadas 18 farmácias, um mercado, além da Sanaervas, uma fábrica clandestina. Foram apreendidas cerca de cinco mil caixas de medicamentos. A fábrica produzia remédios fitoterápicos sem registro, sem licença e em péssimas condições sanitárias. Na rotulagem, constava o nome do secretário de saúde como responsável técnico. Venilton Cardoso chegou no local logo depois e foi detido. Mais de três mil caixas de medicamentos foram apre­endidas apenas na fábrica.

“A venda desses medicamentos é de uma irresponsabilidade enorme. Eles podem não provocar efeitos ao organismo, mas também podem causar efeitos adversos e consequências irreparáveis”, comentou o gerente geral da Apevisa, Jaime Brito.

A operação teve início depois que a Apevisa identificou a compra de 111 mil caixas de Desobesi-M no Recife por comerciantes do Interior do Estado, nos últimos 60 dias. “Apenas a Farmasil teria comprado 54 mil caixas. Mas não conseguimos encontrar esse medicamento todo”, destacou Jaime Brito.