Conheça os índios do sertão! Os primeiros habitantes moram ao lado.

19 de abril é o Dia do Índio e, para comemorar a data, é comum que crianças pintem o rosto (se bem que antigamente, esse hábito era mais comum, na data de hoje) e façam enfeites que imitam cocares para colocar na cabeça. Esses são dois costumes conhecidos dos índios, mas eles têm muitos outros hábitos que estão se modificando ao longo do tempo. Vários, como tomar banho todos os dias -nós herdamos desses povos – assim como algumas palavras, como abacaxi e outras que dão nome a cidades por todo o Brasil, como Itacarambi e Itabirito.

Hoje, são 230 povos e, pelo menos a metade, vive quase que exclusivamente das fontes tradicionais (caça e pesca), como os Piripikura que vivem no Mato Grosso, enquanto outros já sabem usar computador, falam português e até atuam como políticos. Como se  pode perceber, não dá para generalizar o modo de viver dos índios porque cada grupo vive de um jeito. Muitas pessoas se lamentam por pensarem que os indígenas estão perdendo sua cultura por ficarem cada vez mais parecidos com os homens brancos. Mas os indígenas se defendem e dizem que o modo de vida de toda sociedade se transforma com o passar do tempo e, com eles, não poderia ser diferente.

Atualmente, mesmo com tanta tecnologia, meios de informação e comunicação, nós nordestinos, pouco sabemos que nessa região há povos indígenas.

Pernambuco conta com nove tribos indígenas. Duas delas – a Fulni-ô e Xucuru – estão fixadas no agreste e as sete restantes no sertão do Estado, como os Trukás. Essa tribo vive na Ilha de Assunção perto do Rio São Francisco no município de Cabrobó, no estado de Pernambuco. Desde o século XVIII eles enfrentam disputas de terras, e até hoje lutam pelo reconhecimento oficial do seu território, pelas pessoas que tomaram suas áreas e contra os narcotraficantes. Isso acontece principalmente devido a tribo situar-se no chamado “Polígono da Maconha”.  Alguns índios chegaram a ser presos por envolvimento, mas o restante da tribo considera as visitas constantes dos policiais como uma tentativa de tomada da terra onde eles vivem. Vivem de práticas agrícolas, plantando milho, cebola, arroz, manga, mandioca, alface, e também praticam a pesca que é bem comum entre os indígenas.

É importante que tenhamos consciência de que devemos valorizar a preservação dos povos indígenas, bem como   reconhecer os seus direitos, e saber que homem nenhum pode roubar suas terras ou mudar sua cultura. Eles são movidos pelos seus costumes, movidos pelo amor que possuem uns com os outros, conscientes de que devemos cuidar bem de nossas árvores, rios, e animais.

Fica aqui, neste artigo, uma forma de protesto, pela falta de informação e documentos dos primeiros moradores da nossa terra (Brasil).

Espera-se, que um dia, possamos conviver com uma história limpa e precisa a respeito dos nossos primeiros habitantes, antes que venham a ser reconhecidas apenas nos livros.

Comitê discute baixa vazão do Rio do São Francisco em Araripina

O município de Araripina, no Sertão de Pernambuco, foi escolhido para a segunda reunião realizada pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco (CBHSF). O encontro, que reuniu integrantes da Câmara Consultiva Regional do Submédio São Francisco, autoridades e a população local, se propôs a discutir a baixa vazão do Rio São Francisco nas hidrelétricas de Sobradinho-BA e Luiz Gonzaga (Itaparica).

A reunião aconteceu na última quarta-feira (8) as 8h. O momento também serviu para avaliar a Campanha em Defesa do Velho Chico realizada pelo Comitê no dia 3 de junho. “A gente faz um momento aberto para a participação de todos”, afirmou o coordenador do Submédio São Francisco, Uilton Tuxá.

A reunião foi realizada na Câmara Municipal de Araripina, que fica na Rua Josafá Soares, no Centro da cidade.

Fonte: G1.globo.com

No Dia Mundial da Água, um alerta para problemas encontrados no Rio São Francisco

Neste domingo (22) é comemorado o Dia Mundial da Água. A data traz também um alerta para a situação do Rio São Francisco. Entre os principais problemas encontrados estão a derrubada da mata ciliar, o assoreamento e os esgotos que deságuam todos os dias no rio.
O Rio São Francisco é um dos mais importantes cursos d’água do Brasil. São 2.800 quilômetros de extensão que cortam seis estados brasileiros e o Distrito Federal. A quantidade de água é de impressionar, mas o rio tem apresentado uma baixa do nível e, em alguns trechos, acontece a formação de bancos de areia.
A situação se agravou mais nos últimos cinco anos por causa da estiagem. De acordo com o sargento do Corpo de Bombeiros, Edian Rodrigues, quem navega há muito tempo no rio percebe os sinais da degradação. “O banco de areia é muito grande e ele começa na Ilha do Massangano e vem descendo a cada dia. Há cinco anos ele está mais perceptível e a gente que já navega há algum tempo percebe que foi aos poucos e hoje ele está bem aparente. Até nos mapas dá para ver esse banco de areia”, explica.

A baixa do Rio São Francisco não é a única preocupação dos ribeirinhos e especialistas. Todos os dias, milhares de litros de esgoto são despejados no Velho Chico. E um dos sinais dessa poluição é a presença de plantas aquáticas como as baronesas. “As pessoas ficam achando que as baronesas são maléficas para o rio, mas elas não são, elas ajudam na purificação da água. Só que é um tipo de planta que só se alimenta de água poluída”, explica o ambientalista, Vitório Rodrigues.
O lixo jogado às margens do rio e o desmatamento da mata ciliar gera outro grande problema, o assoreamento. “A perda da vegetação da mata ciliar principalmente na parte de Juazeiro-Bahia e Petrolina, em Pernambuco, é por causa de vários fatores como a exploração de minério e agricultura irrigada. Então houve uma perda muito grande da vegetação e, por conta disso, nós temos vários outros problemas consequentes como o caso da erosão e desmoronamento de barreiras”, argumenta Rodrigues.
O Representante do Comitê da Bacia Hidrográfica, Aluízio Gomes, afirma que o alerta em relação à situação do rio está sendo feito há muito tempo. “O Comitê da Bacia Hidrográfica foi criado em 2001 e em 2002 ele começou a sua efetiva ação. É o único organismo do país que especificamente defende o Rio São Francisco porque tem representações diversas.O problema é gravíssimo e estamos atentos”, destaca Gomes.
O Comitê também planeja ações para conter a degradação do Rio São Francisco. “O Comitê está fazendo um estudo de todo plano de ações que devem ser efetivadas no Rio São Francisco. São mais de 500 anos de degradação e este é um projeto de longo prazo com educação ambiental de todos os níveis de educação. O setor elétrico é o grande culpado pela questão da vazão e que precisa gerar energia. Represa as águas e prejudica populações”, garante.
No dia 20 de maio será realizada uma plenária em Petrolina. A cidade, que é uma das mais importantes da calha do rio, vai receber representações e discutirá com a população o estado do Rio São Francisco.

Brasil contrata Exército dos EUA para planejar hidrovia no São Francisco

A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), órgão do governo federal subordinado ao Ministério da Integração, contratou o Corpo de Engenharia do Exército dos Estados Unidos (Usace) para estudar alternativas que tornem navegável o Rio São Francisco, um dos mais importantes cursos d ?água do país e da América Latina.

O contrato, de R$ 7,8 milhões (US$ 3,84 milhões), foi assinado em dezembro do ano passado e, em março deste ano, os primeiros engenheiros do Exército norte-americano chegaram ao Brasil com a missão de desenvolver projetos que contenham a erosão nas margens e facilitem a construção de uma hidrovia no São Francisco.

Comandante do Comando Militar Sul dos EUA, respon-
sável pelas operações americanas na América Latina,
recebe informações sobre o projeto
(Foto: Codevasf/Divulgação)

Na semana passada, o comandante do Comando Sul das Forças Armadas dos EUA, brigadeiro Douglas Fraser (que responde diretamente ao secretário de Defesa e ao presidente Barack Obama), esteve em Brasília para saber como anda o trabalho.

“O contrato tem o prazo de três anos, em que os engenheiros do Usace devem nos apresentar 12 projetos de assessoria técnica para a navegação do rio. São estudos sobre dragagem, controle de erosão e estabilização das margens, geotecnia, dentre outros”, disse ao G1 o gerente de concessões e projetos especiais da Codevasf, Roberto Strazer.

Segundo ele, a parceria teve início após troca de e-mails entre funcionários da Codevasf e o Usace para aproveitar o conhecimento da engenharia militar dos EUA no Rio São Francisco.

“Eles possuem em um conhecimento incrível em navegação que queríamos usar. São técnicos e temos muito a ganhar com a parceria. A navegação do São Francisco é extremamente precária e subutilizada, principalmente na época de estiagem”, acrescentou Strazer.

O corpo de engenheiros militar dos EUA foi criado em 1882 para atuação em desastres, como enchentes, terremotos e furacões, e reconstrução, apoiando as ações militares no Iraque e Afeganistão. O Usace é responsável pela navegação dos rios Mississipi e Ohio e também por parte do controle do transporte marítimo interno nos EUA. Todos os chefes do órgão são militares, com a patente de general, do Exército americano.