HOMENAGEM A PENA BRANCA

É com muito pesar que homenageamos cantor José Ramiro Sobrinho, o cantor Pena Branca, da dupla PENA BRANCA e XAVANTINHO. Pena Branca, em sua arte, tocava e cantava com legitimidade, as riquezas da cultura popular: beleza, emoção, sonho, lamento, crença. Por isso mesmo a cultura popular fica menos rica com sua ausência.

O Cantor, morto na noite de segunda-feira (08/01/2010), na zona norte de São Paulo, aos 70 anos, nasceu em 1939 na cidade de Igarapava (SP), cerca de 450 km da capital paulista. Iniciou a carreira solo em 1999 com a morte do irmão, Ranulfo Ramiro da Silva, que na época tinha 57 anos. No começo da carreira, os irmãos tentaram a carreira como José e Ranulfo. Depois, mudaram para Peroba e Jatobá, Xavante e Xavantinho até se fixarem como Pena Branca e Xavantinho e se destacarem. A dupla começou a cantar em 1962; e, em 1968, mudou-se para São Paulo para tentar a vida artística. Pena Branca e Xavantinho ganharam, em 1990, o Prêmio Sharp de melhor música (“Casa de Barro”, de Xavantinho e Moniz) e melhor disco (“Cantado do Mundo Afora”).

Em 1992, a dupla recebeu o prêmios Sharp e APCA. Os irmãos gravaram, em 1993, Violas e Canções (Velas), destacando-se Viola Quebrada (Mário de Andrade). Ainda naquele ano, os shows da dupla chegaram até os Estados Unidos. Lançaram ainda Ribeirão encheu (Velas), em 1995, com Luar do sertão (João Pernambuco e Catullo da Paixão Cearense), e Pingo d’água (Velas), em 1996, com Tristeza do Jeca (Angelino de Oliveira) e Flor do Cafezal (Luís Carlos Paraná).

Em 2001, o músico recebeu o Grammy Latino de Melhor Disco Sertanejo com o álbum Semente Caipira, gravado com o grupo Viola de Nóis. O último trabalho de Pena Branca é Cantar Caipira, de 2008.
passagem de PENA BRANCA.

Tive a sorte de conhecer PENA BRANCA e XAVANTINHO em Mauá região da grande SP, onde recebi das mãos deles e de João Pacífico,um prêmio de participação no FEVIMA – Festival de Violeiros de Mauá. Era uma das duplas que mais me identificava e admirava, e que também tinha em seu repertório, Vaca Estrela e Boi Fubá, do grande poeta Patativa do Assaré.

Cacá Lopes