Vereador Tico de Roberto convida agricultores a participarem de assembleia da mandiocultura

Na manhã de hoje (24), o Vereador Tico de Roberto esteve ao vivo em uma emissora de rádio local, para convidar a população em geral, em especial os agricultores que desenvolvem a mandiocultura a estarem participando de uma assembleia que deverá acontecer amanhã (25), na Câmara Municipal de Araripina, sertão de Pernambuco.

Oportunamente o vereador falou das dificuldades que tem sido enfrentadas pelos agricultores que plantam e cultivam, do período de seca que a região vivenciou e que com a chegada da chuva, os valores acabaram não atingindo a expectativa, fazendo, nas palavras do próprio vereador: “que o agricultor está pagando para trabalhar!”.

Por fim, o Vereador Tico de Roberto reforçou o convite aos agricultores e pessoas interessadas a estarem presentes na Câmara Municipal de Araripina para debater propostas e viabilizar soluções para essa situação tão peculiar que hoje se encontra os agricultores da cultura da mandioca. A reunião, que acontecer as 15h, contará com a presença do Deputado Federal, Gonzaga Patriota e demais lideranças da região.

Ouça a fala do Vereador Tico de Roberto abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=QW4mRqdpqLM

Professores se reúnem em assembleia. Greve é declarada ilegal

O Sintepe, Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco realiza uma assembleia geral às 14h de, em frente à sede da Secretaria Estadual de Educação (SEE), no bairro de Santo Antônio. “Vamos propor aos professores que continuem em greve”, antecipou Heleno Araújo, presidente do sindicato. Após a assembleia, os profissionais devem sair em passeata até o Palácio do Campo das Princesas. Eles esperam entregar um documento com a pauta de reivindicações ao governador Eduardo Campos.

Ontem, um dia após o governo anunciar medidas de represália à greve dos professores deflagrada na última segunda-feira, a Justiça declarou a paralisação ilegal. O juiz Djalma Andrelino Nogueira Júnior, da 3ª Vara da Fazenda Pública, determinou o retorno imediato dos grevistas ao trabalho por considerar que a greve fere os direitos constitucionais dos cerca de 1 milhão de alunos matriculados na rede estadual. Caso haja descumprimento da medida cautelar, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) poderá pagar uma multa diária no valor de R$ 20 mil. Até o fechamento desta edição, às 21h, o Sindicato não havia sido notificado da decisão. Ontem, 1º dia da volta às aulas após o recesso do São João, o movimento nas escolas foi tranquilo. Segundo um balanço divulgado pela Secretaria de Educação do Estado, das 1.105 unidades da rede, 749 funcionaram normalmente. O sindicato, no entanto, afirma que 80% da categoria cruzou os braços.

Em sua resolução, Djalma Andrelino afirma que “embora o direito à greve esteja constitucionalmente assegurado aos trabalhadores, em face da função social da educação, a paralisação não pode ser exercida de forma ilimitada e abusiva”. O juiz explicou que a documentação entregue pela Procuradoria Geral do Estado – junto com o pedido de ilegalidade da greve enviado na última terça-feira – atesta que a reivindicação dos professores, um reajuste salarial de 19,2% em cima do Piso Nacional de R$ 950, não está amparada legalmente. O aumento do vencimento, de acordo com a decisão do magistrado, só deve ser aplicado a partir de janeiro do ano que vem. E não retroativo a janeiro deste ano, como querem os professores. Andrelino levou em conta o texto da Lei 11.738/2008. “Essa greve não tem legitimidade. E, o que é pior, pode causar um prejuízo inestimável aos alunos”, comentou o procurador geral do estado, Tadeu Alencar, responsável pelo documento enviado pelo governo.

Apesar da decisão judicial, que ainda pode ser contestada no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), o presidente do Sintepe, Heleno Araújo, declarou que a greve continuará. “Ainda não fomos notificados e vamos nos pronunciar juridicamente depois que a decisão for oficializada. Temos o direito à greve e a categoria não voltará ao trabalho até que receba o reajuste pedido”, disse.

De acordo com a SEE, apenas 59 escolas aderiram totalmente ao movimento grevista ontem. Essas unidades reprentam apenas 5,3% da rede estadual. Outras 252 escolas funcionaram parcialmente. Não foi possível identificar o número total de professores faltosos, já que o repasse da frequência dos profissionais acontece semanalmente. Como informou o Diário Oficial do estado de ontem, os grevistas terão seus pontos cortados e só receberão os salários no dia 5 de agosto, enquanto os demais receberão até o final deste mês. Quem insistir em participar da paralisação também pode ser substituído pelos docentes temporários. A medida também foi adotada pela Prefeitura de Jaboatão, cujos professores estão em greve desde o mês passado.