CARTA ABERTA AOS CIDADÃOS ARARIPINENSES

Carta aos Cidadãos Araripinenses – Não devemos perder a FÉ!
Publicada sexta-feira, 16 de setembro de 2011

E, não falo da fé religiosa, nem da fé política, mas, da fé em nós mesmos, e em nossos sentimentos e valores. Acreditar que um dia não tão distante a nossa Araripina será a cidade que queremos: JUSTA e HONESTA para com seus filhos.

Algum de nós tem bem definido nossas ideologias, outros se consideram apolíticos. Mas, todos nós estamos preocupados e indignados com o cenário em que infelizmente estamos contracenando, não como atores principais e sim como simples figurantes. Talvez tenhamos sido esquecidos por aqueles que nos pediram a honra do nosso voto para atuar como ator principal da “MUDANÇA” no teatro Araripinense.

E a peça principal desse teatro corrói nossa PRINCESA do ARARIPE e rouba a nós cidadãos e aqui não falo de dinheiro, mas sim de confiança e esperança estas que já se esgotaram.

Nós, simples figurantes araripinenses temos que criar formas de lutas adequadas e eficazes à nossa realidade: a resistência pacífica, as manifestações populares e a ocupação de lugares públicos. E, outras formas como o voto seguro, responsável e consciente em grito de liberdade e socorro pois temos direitos (não respeitados, mas temos sim)

Ta se aproximando mais uma época em que o nosso título eleitoral vale Ouro (só na campanha eleitoral) um ouro falso como a pirita. A terra geme em dores de parto e alguns choram e lamentam a partida de aliados. Esta terra merece respeito, e os filhos dela também.

Amar não é obsessão pelo poder! Anos atrás alguém (Não me lembro quem) disse que amava a nossa PRINCESA e hoje a trata com desprezo. É só eu que vejo isso? Acho que não. Ta na cara do povo e no olhar penoso do jovem.

Pra finalizar. “Por isso que eu digo é melhor não dizer nada”.

É preciso amar o que se faz, amar a quem se faz, amar o nosso povo tão sofrido pelo descuido e respeitar aqueles que nos honram a casa dois anos com seu voto. Vamos transformar o nosso grito de lamento em um hino de vitória: “É Amor a Araripina” e ponto final.

Equipe É amor a Araripina: Fábio Oliver, Cristiane Moura e Luisa Helena

REFLEXÃO SOBRE O FUTURO DO PLANETA

Mais do que uma crise econômica, o mundo vive uma crise ética que remete a uma questão de valores e de definição do rumo que o Planeta precisa traçar em direção ao futuro, afirmou o professor Leonardo Boff, durante palestra no 14º Congresso de Direito Ambiental dos Países de Língua Portuguesa e Espanhola, na última terça-feira.
– Chegamos a um momento da história em que mais do que nunca devemos colocar de forma radical a questão ética, que é mais do que princípios e valores e sim um conjunto de ensaios que os seres humanos fazem buscando o bem comum de todos, mas de toda comunidade viva, porque não estamos sozinhos, não somos os únicos a usar a biosfera, os animais, as plantas precisam desse entorno para viver e nós que pensamos somos os responsáveis por esse cuidado – afirmou.
Boff disse ainda que o mundo chegou a um limite extremo da intervenção do ser humano na natureza no qual alguns passos a mais poderão levar a uma catástrofe ecológica.
– Ou nós fazemos uma aliança global para cuidarmos uns dos outros e juntos cuidarmos da Terra, ou então corremos o risco da nossa própria destruição e da devastação da diversidade – acrescentou.
Segundo ele, a Terra pode continuar viva sem o ser humano, mas o ser humano não vive se a Terra estiver devastada. Na opinião de Leonardo Boff, a Terra já ultrapassou sua capacidade de autorregeneração em 30% e o ser humano está consumindo hoje o que deveria consumir amanhã. Para o professor, sozinho o Planeta tem condições de recuperar o que já perdeu e encontrar o equilíbrio que seja favorável à vida.
– A Terra é insustentável e daí vem os eventos extremos como as mudanças climáticas, que devem ser entendidas como um problema social – pontuou.
Na avaliação de Boff, são necessários quatro princípios fundamentais para fundar a nova ética para recuperar e preservar a Terra e a vida no planeta: resgate da razão com a cordialidade e a afetividade, porque quando o ser humano se envolve afetivamente começa a repensar suas atitudes; cuidado, já que tudo o que cuidamos dura bastante tempo e sana as feridas existentes e previne feridas futuras; cooperação, diferente da lógica da economia e de mercado que é a competição; e responsabilidade.
– Diante desse cenário dramático que vemos todos os dias, temos duas atitudes, uma de tragédia que termina mal. E outra visão desse cenário é de crise civilizacional que vai causar muito sofrimento porque muito fizemos contra a Mãe Terra, mas ela é generosa e continuamente nos acolhe e nos trata como filhos queridos, mesmo que ingratos. Nós vamos superar essa crise – disse.