Agricultores de cidades do Sertão pernambucano estão aderindo a um sistema de reaproveitamento de água. A solução deve atender o problema da região que em determinados períodos do ano em apresenta escassez de chuva e exige que o recuso hídrico seja melhor utilizado.

A agricultora Maria Celsa Gomes Soares, de 44 anos, mora no Sítio Água Branca, no município de Santa Cruz. Ela conta que desde fevereiro implantou um sistema conhecido por ‘Bioágua’, que capta a água utilizada na pia da cozinha para irrigar parte da plantação como laranjeiras, bananeiras, goiabeiras, entre outros tipos. “Antes a gente nem conseguia plantar nada. Agora estamos podendo até plantar e o quintal fica cheio”, afirmou a agricultora.

Adepta do sistema há mais tempo, Maria do Socorro Neto, que mora no Sítio Dourado em Parnamirim, também no Sertão, afirma que atualmente o sistema é questão de economia. Ela produz mudas de plantas nativas da Caatinga e comprava água para poder irrigar a plantação. “Eu recebia 8 mil litros em um carro-pipa e tinha que comprar outro para poder usar com as plantas. Hoje tenho a cada dois dias, 1 mil litros de água, e no final do mês me resulta em cerca de 15 mil”, explicou. Maria do Socorro gastava R$ 150 por cada abastecimento com o carro-pipa.

Bioagua
Sistema Bioágua implantado em cidade do Sertão de Pernambuco (Foto: Divulgação/ ONG Caatinga)

A implantação do Bioágua nas propriedades das agricultoras está sendo em parceria com a Organização Não-Governamental Caatinga, que atua em cidades do Sertão de Pernambuco como Granito, Bodocó, Ouricuri, Santa Cruz, Santa Filomena, Trindade e Parnamirim. Nele, a água usada nas pias e banheiros é levada para um reservatório onde passa por processo de tratamento com camadas de areia lavada, brita, serragem e húmus.

A coordenadora do Programa de Agroecologia e Convivência da ONG Caatinga, Irlania Alencar, ressaltou que a qualidade da água que passa por este tipo de sistema foi atestada através de estudos. “O Bioágua já estava sendo utilizado em famílias do Rio Grande do Norte. Muitos estudos foram feitos e percebeu-se que há uma eficácia muito grande”, explicou.

As famílias que tiverem interesse em conhecer o sistema pode entrar em contato com a ONG Caatinga pelo telefone (87) 3874-1258.

Fonte: g1.globo.com

 

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