Os vereadores de Araripina, Luciano Capitão, Adeval Régis, Doval da Saúde e Camila Modesto realizaram nesta segunda feira, dia 25, fiscalização de algumas obras do Governo Federal, na cidade.

Os vereadores realizaram visitas às obras de escolas, principalmente onde o Governo Federal fez investimentos, porém, algumas obras se encontram com apenas 5% de conclusão.

Quem repassou as informações para o site araripina.com.br, foi Adeval Régis, que nos recebeu na Câmara de Vereadores, e acrescentou que o vereador é a pessoa eleita pelo povo para cuidar do bem e dos negócios do povo em relação à administração pública, ditando as leis necessárias para esse objetivo, sem, contudo, ter nenhum poder de execução administrativa, mas, de fiscalizar e é isso que (ele, Doval, Camila Modesto e Luciano Capitão – presidente da câmara) estão fazendo: o Vereador tem o poder e o dever de fiscalizar a administração, cuidar da aplicação dos recursos, a observância do orçamento. Também fiscaliza através do pedido de informações.

No dia 25, os vereadores fiscalizaram quatro obras que estão paradas, e nos deram informações de cada uma das obras, bem como o andamento e o valor do investimento.

Adeval Regis iniciou falando da Escola municipal da Batinga, que devia ser entregue à população no dia 25/06/2015, com um valor de R$ 1.013.200,61 (um milhão, treze mil e duzentos reais, e sessenta e um centavos), que segundo o vereador “a mesma se encontra abandonada e o mato tomando de conta, em mais um descaso do prefeito com o dinheiro público”.

Mais uma obra inacabada é a quadra poliesportiva da Escola Eduardo de Sousa Carvalho, projeto que diz que a quadra coberta, com vestiário, e prazo para entrega 22/12/2014, no valor de R$ 509.864,19 (quinhentos e nove mil, oitocentos e sessenta e quatro reais e dezenove centavos) “Mais uma obra que caiu no esquecimento do prefeito, e hoje só resta a angústia e a certeza do abandono que vive o nosso município”, enfatizou  Adeval. O vereador ainda diz que acha que a obra não está com 5% feita.

Outra obra fiscalizada foi a Escola da Serra do Ipa. Deval nos afirmou que essa é a obra mais adiantada e que seria possível sua inauguração ainda nessa gestão, no entanto, pela quantidade de pessoas que estão trabalhando, ele (Deval) não sabe se isso pode acontecer.

A Escola José Clementino, da Serra do Moraes, que conforme Deval é a que se encontra em pior situação, pois a obra é muito mal feita e não garante que a mesma fique de pé.

O vereador nos fala também da Escola Honorato Jordão, na Ponta da Serra, escola com projeto muito bonito, mas é uma pena está abandonada, e que talvez a empreiteira não tenha mais interesse em construí-la, pois alguns materiais foram retirados de lá, e isso leva a entender o desinteresse por parte da empresa, em terminar a obra.

A Escola do Sítio Alho, deve ter em torno de 8% a 10% de obra construída, com prazo para ser entregue em 2015.

Na escola do Cavaco, a situação não é diferente, o que deixa os moradores chateados, já que até as grades foram arrancadas, o que significa também que a empresa não tem interesse em concluir a obra. Adeval completa: “Fico me perguntando como é que o gestor, podendo está usufruindo dessas obras, todas com recurso do Governo Federal, infelizmente não teve a capacidade de administrar esses valores para servir a toda a população”.

Todas essas escolas são citadas na Operação Paradise, e nenhuma concluída. Apenas a Escola do Marinheiro que teve a obra concluída, quando na verdade poderiam ser feitas as inaugurações de todas.

Além das escolas, há ainda a construção de quadras poliesportivas, nos distritos, além da Creche da Vila Serrânia (falta em torno de 5% para a conclusão), obra que vem da gestão passada, bem como a Creche de Lagoa do Barro, que não foi dada continuidade na construção.

O vereador Adeval Regis contou a situação de abandono em que se encontram essas obras, assim como a obra da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), com valor em R$ 2.194.302,61 (dois milhões, cento e noventa e quatro mil, trezentos e dois reais e sessenta e um centavo) e comentou que fica muito triste, pois a conclusão depende de alguém que não está preocupado com isso, e que com relação aos valores, tem que ser feita uma investigação para se descobrir o que foi feito com esse dinheiro, e parece que “a única preocupação da gestão é que o governo termine, para que o gestor possa sair fora”.

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