O SEGUNDO TURNO DA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL

Estamos vivendo um momento delicado no cenário político brasileiro, às vésperas de uma eleição presidencial que se arrastou para um segundo turno.

Preocupam sobremaneira, os principais fatos que movimentaram as eleições no primeiro turno, em que vários candidatos de uma infinidade de siglas se lançaram com programas repletos de propostas das mais descabidas e um tanto quanto hilariantes.

Na primeira fase em que a eleição buscava renovar os quadros das Assembléias Legislativas, da Câmara Federal, parte do senado e a Presidência da República, percebeu-se a corrida de pessoas com formação educacional abaixo do nível crítico; e por isso, só teriam oportunidade na vida, se concorressem ao pleito de uma eleição, que a cada período em que acontece aumentam os descréditos dos eleitores em relação a esse evento.

Não é do meio feitio discriminar pessoas. Quero fazer um comentário de um assunto que foi largamente criticado, para em seguida emitir o meu ponto de vista com relação à qualidade educacional, intelectual e moral, dos concorrentes aos cargos públicos.

Recentemente, profissionais humorísticos da televisão fizeram uma enquete com alguns deputados federais, a respeito de, eles terem assinado um documento em que concordavam com a inserção de 01 litro de cachaça (pinga) na cesta básica do programa social do governo. É verdade que a forma do encaminhamento da pergunta foi matreira. Contudo, o objetivo era provar que os nossos representantes na câmara federal, a maioria assinava documentos sem sequer lê o conteúdo. Após a pesquisa e quando procurados, cada um tinha uma desculpa esfarrapada. Como diz o Boris Casoi (isto é uma vergonha).

Fatos como estes acima ensejam o cidadão brasileiro, o analfabeto, o desempregado, sem profissão e os sem perspectivas futuras, a pensarem que têm o direito de mamar nas tetas do governo de ninguém, do governo sem dono e do governo sem compromisso com o futuro do nosso País.

Neste segundo turno, os dois candidatos mais votados ao cargo mais importante do País trazem consigo um plano de governo cheio de propostas mirabolantes e inexeqüíveis. Propostas enganosas cujos objetivos são: ludibriarem boa parte do eleitorado menos informado.

Um candidato considerado de expressão, não teve o menor cuidado com a preservação da política econômica brasileira, ao lançar em programa de televisão que: se for eleito passará o salário mínimo dos R$ 510,00 (quinhentos e dez reais) atuais, para R$. 600,00 (seiscentos reais) a partir de janeiro de 2011. O economista candidato a presidente foi muito corajoso ao adotar tal compromisso.

Como é do conhecimento de muitos, o salário mínimo é o indexador referencial para correção de alguns encargos. É a remuneração paga à maioria dos assalariados, o valor básico para correção de salários a profissionais liberais, o salário básico pago a milhões de trabalhadores da construção civil, aos aposentados, ao setor comercial e as pequenas indústrias.

O aumento do salário mínimo para R$. 600,00 (seiscentos reais) corresponde a uma variação percentual de 17,65% do salário atual. É importante ressaltar que atrelado a esse aumento vêm também corrigidos os encargos sociais e trabalhistas, que são pagos e/ou recolhidos em função do valor do novo mínimo.

Certamente, o desemprego chegará antes que o benefício seja concedido. Espera-se que atitudes como essas sejam apenas eleitoreiras, como fazem sempre os candidatos em ano de eleição. Caso contrário, a sociedade brasileira verá o pais mergulhar numa crise de desemprego jamais vista.

O outro (a) concorrente por sua vez usa e abusa de programas assistencialistas em que ensina o brasileiro a ser cada vez mais preguiçoso e sem compromisso com o verdadeiro desenvolvimento do País. Aliado a essa mesmice, a candidata do governo fala do PAC como se ele fosse a salvação da pátria.

Na verdade o PAC é conjunto de obras que o governo tem devidamente assegurado no seu plano anual, através de orçamentos previamente definidos em que são priorizadas as obras extremamente necessárias ao desenvolvimento do País.

A candidata tem como mérito, a força persuasiva que os meios de comunicação deram ao PAC. É certo que a cobertura televisiva e jornalística do PAC custaram uma fortuna. Sem o PAC o que sobra à candidata do governo são discussões e farpas trocadas com o outro candidato que é também sem expressão.

Finalmente, estamos num beco sem saída. Pois não vemos nenhum candidato que apresente um programa inteiramente voltado para o maior investimento social que um governo sério precisa urgentemente abraçar. Investir na educação do cidadão em todos os seus níveis de formação.

Da educação derivam todas as oportunidades que uma nação necessita para viver e se desenvolver com competência, eficiência e honestidade.

Não nos deixemos ser absorvidos pelos haustórios do poder público. Sejamos dinâmicos, seletivos, conscientes, amadurecidos e solidários com o nosso sentimento crítico.

Humberto Alves Bandeira
Goiânia – GO

Publicado por Humberto Alves Bandeira

Sou filho de Araripina, tenho 62 anos de idade, sou casado tenho 03 filhos também casados, tenho u netinho chamado Mateus. Sou um apaixonado por Araripina e o Sertão do Araripe. Tenho um enorme prazer em fazer parte da equipe do araripina.com.br. o site expoente da região.

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2 comentários

  1. Prezado Humberto, creio que um salário minimo de r$: 600, não seja tão catástrofico como você prevê, para dimunir o impacto nas contas pública é só cortar 10% vencimentos dos parlamentares e seus acessores em todos o nivéis da esfera administrativa do país.
    na iniciativa privada existe muita gordura para gastar.

  2. Concordo em parte com você Humberto principalmente com relação ao aumento do salário minimo.

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