O que disseram as urnas de Araripina

O tradicional domingo com almoço familiar e televisão perdeu espaço para as eleições municipais. As urnas foram abertas às 8h e junto com elas o desejo do Araripinense de exercer seu direito de votar. Durante toda a manhã e tarde os colégios eleitorais estiveram com longas filas e as militâncias estavam espalhadas pela cidade e distritos. Com o fechamento das urnas às 17h e a apuração finalizada às 19h23 as 153 urnas de Araripina trouxeram algumas afirmativas:

  1. Dos 55.239 eleitores aptos a votar, 10.474, ou seja, 18.96% não compareceram às urnas. Uma clara demonstração de que embora obrigatório, o voto ainda não é uma prioridade para a população e que uma considerável parcela dos eleitores prefere justificar seu voto a exercer propriamente este direito.
  2. Ainda deste total 3.210 eleitores (7.17%) anularam seus votos. Prova de que o eleitor ainda não é totalmente conhecedor do processo eletrônico de votação por meio das urnas.
  3. O movimento do voto branco de fato não vingou. Apenas 844 eleitores optaram por digitar na tecla branca e abster-se da escolha.
  4. Os 826 obtidos pelo candidato a prefeito Dr. Cácio (PRP) não foram suficientes para superar o número de eleitores que votaram em branco. Entretanto o médico abriu a opção da terceira via, afastando sua campanha da polaridade que se formou entre Alexandre Arraes e Socorro Pimentel.
  5. A candidata Socorro Pimentel (PSL) embora derrotada superou a barreira dos 40% do eleitorado. As projeções indicavam que ela não passaria de 35%. Ao final da apuração ela obteve 41.17% (16.759 votos).
  6. A vitória de Alexandre Arraes (PSB) por 6.367 votos frente a Socorro Pimentel ratificou o favoritismo do socialista durante toda a campanha. As pesquisas indicavam uma larga vantagem e as simulações dentro de escolas confirmavam essa tendência.
  7. Com o aumento de 10 para 15 vagas de vereadores os novos coeficientes eleitorais trouxeram algumas surpresas na formatação da “nova Câmara” (denominação que já corre pelas ruas). Os números reforçam este apelido. Dos 10 atuais vereadores apenas 4 estarão no Legislativo a partir de 2013, são eles: Luciano Capitão (PSB), Evilásio Matheus (PDT), Francisco Edivaldo (PR) e João Dias (PSB).
  8. O voto para vereador foi, de fato, concorrido. Nenhum candidato superou a barreira dos três mil votos, como previsto no começo da campanha. Os únicos que superaram a casa dos dois mil foram Tião do Gesso Padrão (PR) com 2.646 e Luciano Capitão (PSB) com 2.246.
  9. A disputa polarizada pelo voto da juventude entre Bringel Filho (PSDB) e Luiz Henrique (PSL) acabou bem para ambos. O tucano ficou em 3º lugar com 1.943 votos contra 897 votos de Coelho, que ficou na 12ª posição.
  10.  No distrito de Lagoa do Barro as previsões de uma eleição disputada foram confirmadas. Evilásio Matheus (PDT) ficou em 4º lugar com 1.889 votos contra Francisco Edivaldo (PR) que obteve 1.635 votos e ocupou a 6ª vaga.
  11.  Disputa também acirrada no distrito de Nascente. Aurismar Pinho (PTB) teve 1.665 votos contra 1.350 de João Dias (PSB). O trabalhista ocupou a 5ª vaga e o socialista a 8ª.
  12.  Camila Modesto (PTdoB) eleita com 1.404 votos na 7ª posição mantêm a tradição da família Pereira Lima e será, assim como sua irmã, a atual vereadora Maria Augusta, a única mulher na Câmara de Vereadores em 2013.
  13.  As urnas trouxeram dois ex-vereadores de volta ao Legislativo. Contemporâneos em outras legislaturas, Humberto Filho (PSB) e Tico de Roberto (PRB) estarão novamente juntos. O socialista obteve 995 votos e o republicano 1.080 votos e ocuparam a 11ª e 9ª vagas, respectivamente.
  14.  O líder comunitário Genival da Vila (PDT) que bateu na trave nas eleições de 2008 desta vez emplacou seu nome e será o quarto vereador de oposição à Alexandre Arraes. Genival obteve 1.029 votos e juntamente com Evilásio Matheus, Aurismar Pinho e Luiz Henrique formarão a bancada de oposição.
  15.  As três últimas vagas de vereador foram as que mais surpreenderam. Em 13º lugar o comunista Doval da Saúde (PCdoB) emplacou 757 votos. Mesmo dividido entre os candidatos majoritários, os comunistas fizeram seu representante.
  16.  Já as vagas 14 e 15 foram destinadas para dois novos vereadores que assumirão com uma responsabilidade a mais: representarão distritos que há tempos não elegiam nenhum vereador. Deval (PR) do distrito de Gergelim e Divona (PRTB) da Rancharia levarão consigo o título de verdadeiros representantes dos distritos.
  17.  Apenas o distrito de Moraes ficou sem o seu legítimo representante. Isto porque os votos do candidato Boba Sampaio (PTB) não foram computados. Sampaio está com sua candidatura impugnada e aguarda decisão do Tribunal Superior Eleitoral.
  18.  O prefeito eleito Alexandre Arraes terá 11 vereadores de situação contra 4 de oposição. Com esta proporção tem ampla vantagem para aprovar projetos de lei sem maiores dificuldades.
  19.  Embora tenham alcançado mais votos do que os vereadores eleitos, Dr. Agamenom (PPS) e Silvano do Moraes (PRB) ficaram de fora da formação da nova Câmara e agora ocupam a suplência. Caso haja alguma vacância nos próximos quatro anos eles poderão assumir o cargo.
  20.  O vereador Carlos Pracheles (PT) não conseguiu sua reeleição. Pracheles atingiu apenas 397 votos, ficando atrás de nomes que despontam como novas lideranças como o tucano Edsávio Coelho (PSDB), o evangélico, Irmão Alencar (PR), e o jovem do distrito do Moraes, Roseilton Oliveira (PRTB).

Participe da discussão

1 comentário

  1. Quero discordar do voto NULO, além do fato de não saber utilizar, parte do voto nulo e de protesto por caracterizarem que nenhum dos tres candidatos eram bons. Já restante de análise muito boa, parabens

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.