Sant'Anna (Novo, 300) quer emendas do Senado em saúde e educação
Na Rádio Jornal, o candidato ao Senado falou de emendas, reforma tributária, reeleição e julgamento de Bolsonaro
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O candidato ao Senado por Pernambuco Carlos Sant'Anna (Novo, 300) participou de sabatina no programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal. Ele afirmou que a experiência como secretário executivo de Desenvolvimento Econômico do governo Raquel Lyra, em 2023 e 2024, o motivou a disputar a vaga.
"Essa experiência me aproximou muito da representação parlamentar de Pernambuco, tanto no âmbito federal quanto no âmbito estadual, e trouxe para mim senso de realidade no qual a nossa representação não milita no sentido de defender realmente o interesse público", disse. Segundo Sant'Anna, se a sociedade não emprestar nomes para a política, "não vai ter uma representação à altura da necessidade que a população precisa".
Sobre as emendas parlamentares, o candidato defendeu valores menores, porque, segundo ele, quem faz política pública é o Executivo. Diante do modelo atual, afirmou que priorizaria saúde e, "prioritariamente", educação, com possibilidade de uso também em segurança pública.
"Não adianta mandar uma emenda para show sob o argumento de que você está investindo na cultura, quando a escola não tem uma sala de aula refrigerada no interior do Sertão de Pernambuco, onde a escola não tem uma cobertura numa quadra para a criança fazer uma atividade esportiva, onde a escola não tem uma biblioteca ou laboratório de tecnologia de informática", declarou.
Sant'Anna disse que vota no candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, e que, no segundo turno, "o Partido Novo, isso é questão fechada, vota com Flávio Bolsonaro". Sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou, "como cidadão eleitor", que Lula representa "retrocesso e atraso", e citou os escândalos do Mensalão, do Petrolão e do INSS.
Questionado sobre impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal, afirmou que, em sua concepção, Alexandre de Moraes, Flávio Dino e Gilmar Mendes "cometeram o crime de responsabilidade e merecem passar por processo de impeachment". Ele argumentou que o crime de responsabilidade é "a desvirtuação da utilização do cargo" e lembrou que o processamento cabe exclusivamente ao Senado.
Como exemplos, citou o contrato da esposa de Alexandre de Moraes, investigação envolvendo jornalista no Maranhão no caso de Flávio Dino e, sobre Gilmar Mendes, reuniões e eventos fora do Brasil com mistura entre público e privado. Disse que, ao contrário do que atribui ao STF no julgamento dos atos de 8 de janeiro, daria "o devido processo legal, a ampla defesa e o contraditório".
Sobre o julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou que não foi justo. "Não existe julgamento justo onde a pessoa que está sendo acusada é ao mesmo tempo julgador e acusador", disse. Para ele, o "gigantismo da atuação do Supremo" traz insegurança jurídica.
Como advogado, apresentou proposta de alterar a lei e o Estatuto da Advocacia para impedir que parente de julgador até segundo grau advogue no tribunal em que o parente atua. "Se meu pai, meu tio, meu cunhado, minha esposa é desembargador no Tribunal de Justiça, eu posso advogar na Justiça Federal, na Justiça do Trabalho, mas no Tribunal de Justiça não."
Na reforma tributária, Sant'Anna afirmou que o Código Tributário Nacional, de 1966, trata a tributação sobre o consumo da mesma forma há 60 anos e que o modelo é regressivo: tributa mais quem ganha menos. Disse que, a partir de 2027, o cidadão passará a ter noção de quanto paga de imposto sobre o consumo. Defendeu aumentar a tributação sobre a renda e o patrimônio para reduzir a do consumo. Criticou o gasto público e citou R$ 7 bilhões em viagens do governo federal.
O candidato afirmou que o Novo não tem candidato a governador em Pernambuco e que o apoio estadual já estava fechado na pré-campanha, pelo presidente Tércio Teles: primeiro, "aonde o PT e o PSB estiverem, nós não estaremos"; depois, o partido "fechou o apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra". Segundo ele, a governadora "vem fazendo bom trabalho". Sobre a governadora não declarar voto a presidente, disse que cada político se comunica com o eleitorado da forma que entende.
A favor de limitar a reeleição no Executivo, Sant'Anna disse gostar do modelo americano, com apenas uma reeleição. "Eu vejo a reeleição como tema possível, mas limitado a esses dois mandatos." Sobre as chamadas pautas-bomba, afirmou que o senador precisa de olhar federativo e de maturidade ao tratar, por exemplo, de pisos nacionais de categorias, porque as realidades regionais são diferentes.
Nas considerações finais, afirmou que só se muda o resultado da política com novos políticos. "Não adianta votar sempre nas mesmas pessoas e esperar resultado diferente." Encerrou pedindo voto: Carlos Sant'Anna, 300. A sabatina faz parte da série do Sistema Jornal do Comércio com candidatos ao Senado, também transmitida pelo YouTube.
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