Pernambuco registrou 3.953 mortes por acidentes de trânsito entre 2012 e 2013, sendo 1.633 apenas motociclistas. São milhares de vidas a menos. Que abalaram famílias, aumentaram as despesas da rede pública de saúde. E, principalmente, que provavelmente poderiam ser evitadas com pequenas atitudes. Não misturar álcool e direção, prestar atenção à sinalização, deixar o celular de lado enquanto dirige e usar os equipamentos de segurança para pilotar motos são algumas delas.

De acordo com a secretaria estadual de Saúde, somando os dois anos foram 84.972 atendimentos, 60.687 deles a motociclistas. Em 2014, foram  45.942 vítimas, das quais 34.288 estavam em motos. Os gastos gerados por feridos graves em acidentes são, em média, de R$ 230,6 mil, com custo hospitalar de R$ 80 a R$ 120 mil, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), autor dos dados que baseiam a elaboração das políticas públicas no Estado.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), houve 1.508 acidentes nas rodovias federais que cortam Pernambuco até março este ano, sendo 311 deles com moto. Em todo o ano passado, foram 7.402 acidentes, 1.536 envolvendo motocicletas e motonetas. Levando em consideração só a BR-101,  foram 3.033 acidentes em 2014 e 619 só no primeiro trimestre de 2015.

A maior emergência da rede estadual, o Hospital da Restauração, no Centro do Recife, atendeu, só até 14 de maio deste ano, 898 vítimas de acidentes de moto, além de 128 feridos em colisões de carro com moto. Não é porque os motociclistas são quase metade dos mortos em acidentes de trânsito no Estado que as motos devem ser abolidas. Tudo é uma questão de respeito, como quer mostrar o Maio Amarelo, campanha de iniciativa de órgãos públicos e movimentos sociais para reduzir o número de acidentes através da conscientização.

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.