Durante uma vistoria realizada neste fim de semana, o Instituto de Meio Ambiente (IMA) sobrevoou o Rio São Francisco em Delmiro, sertão de Alagoas, e constatou que a mancha escura na água chega a cerca de 25 km de extensão. Segundo o IMA informou nesta segunda-feira (13), a mancha causa impactos sócio-ambientais na região.

Na última sexta (10), a Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal) já havia informado que a mancha pode ter sido provocada após a abertura de duas comportas da Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), em Paulo Afonso, na Bahia, divisa com Alagoas, o procedimento teria liberado sedimentos acumulados no rio por pelo menos 30 anos.

O presidente da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal), Clécio Falcão, lamentou a ação da Chesf e criticou a opção dela de não ter discutido com a população sobre o esvaziamento do reservatório. “Quem perde é a população que está sem o abastecimento de água em oito cidades do Sertão de Alagoas. Estranho que a Chesf não tenha discutido este procedimento com antecedência, resultando em prejuízos econômicos e ambientais”, mencionou. O presidente da Casal disse ainda que o fornecimento de água poderá ser afetado em outras regiões de Alagoas, como Agreste e Bacia Leiteira.

Somente uma análise final, que pode sair até a próxima sexta-feira (17), indicará se de fato pode ter sido o sedimento da limpeza e manutenção do reservatório da Chesf. A limpeza da mancha só poderá ser feita quando for identificado qual o poluente causador.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.