Mais uma vez pensamos pequeno…mais uma vez Araripina perde!

O Araripina Futebol Clube vai para sua terceira participação no Campeonato Pernambucano da Primeira Divisão. Mas, infelizmente, entristece, a visão curta de quem comanda à área esportiva na nossa cidade. Falo da falta de ampliação do Chapadão do Araripe. Segundo pesquisa do Instituto Maurício de Nassau, o Bode do Araripe é a quarta maior torcida de times pernambucanos e a segunda preferência entre os torcedores de Náutico, Santa Cruz, Sport, Flamengo e demais grandes clubes do Brasil. Times de massa, de público. E aí é que vem a burrice, desculpem-me o termo. Outro dia coloquei nesse post que Araripina merecia um estádio com 25 mil pessoas. Chamaram-me de delirante. Mas, baseado em estatísticas, o Bode do Araripe tem em torno de 300 mil torcedores apaixonados que não se resumem a Araripina, mas a toda a Região do Araripe, de cidades vizinhas do Piauí e até do Ceará. Lembro-me que no ano passado o Chapadão do Araripe ficou lotado quando o Araripina jogou com o Sport Recife e que mais de cinco mil pessoas retornaram para suas casas porque o estádio não cabia ninguém. Arapiraca, por exemplo, em Alagoas, que não difere muito de nosso município em potencial econômico, tem um estádio para 25 mil pessoas, e colocou 19 mil pessoas o ASA contra o Santa Cruz. Mas, aqui, quem tem coragem são os empresários que constróem condomínios de Primeiro Mundo, hotéis cinco estrelas de seis, sete ou oito andares, boata-se da construção de três edifícios acima de dez andares na cidade. Mas, infelizmente, a Administração Pública é acanhada e pequena para a importância da cidade. Vejam bem! O Bode faz a abertura do Campeonato Pernambucano da Primeira Divisão contra o Sport dia 15 de janeiro de 2012, se o Chapadão tivesse capacidade para 20 mil pessoas, pode ter certeza que estaria lotado, porque o povo da Região do Araripe já incorporou o Bode como uma religião. O público, infelizmente, será a capacidade atual do estádio e muita gente vai retornar para casa sem poder assistir à partida ao vivo, a não ser que coloquem de novo aquele puleiro improvisado horrível atrás do gol, que, além de inseguro, é uma coisa pequena para a grandeza e pujança econômica de nosso município.

SANDRO MORAES
1.584-DRT/PE
13.888-OAB/PE

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4 comentários

  1. Se ampliassem o Chapadão do Araripe, acusariam o prefeito de fazer a política do pão e circo. Se não amplia, acusam-no de pensar pequeno. A prioridade é dar atenção ao POVO HUMILDE. Tudo o mais vem em segundo plano.

  2. O que se chama política do pão e circo é o futebol, uma paixão nacional, um negócio milionário que movimenta bilhões de reais e reduz a pobreza e dar oportunidade ao povo humilde.A Copa do Mundo de 2014 vai gerar oportunidades para 300 mil micro e pequenas empresas paulistas. Juntas, elas devem movimentar R$ 10 bilhões em negócios até o final do evento. Só na capital, serão 111 mil empresas beneficiadas. A estimativa é de um estudo realizado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e divulgado pelo Sebrae.

    O levantamento identificou 456 oportunidades de negócios para as micro e pequenas empresas em sete segmentos – agronegócio, madeiras e móveis, têxtil e vestuário, turismo, produção associada ao turismo, serviços e tecnologia da informação. O mercado mais promissor, segundo o estudo, é o de tecnologia da informação, onde foram identificadas 80 chances. Em seguida, aparece o agronegócio, com 75 oportunidades, e turismo e produção associada ao turismo que, juntos, somam 139 chances.

    Agora, o Sebrae mapeia quais negócios podem dar certo no comércio varejista e construção civil. Nos próximos meses, a entidade divulgará oportunidades também nesses setores. “Acreditamos que na região de Itaquera, no entorno do estádio, existirá forte demanda para a venda de bens e serviços”, diz o presidente do Sebrae, Luiz Barretto.

    O estudo identificou também 103 dificuldades que as micro e pequenas empresas de cada setor enfrentarão até 2014, e aponta 158 sugestões de ações que deverão ser organizadas pelos setores público e privado no Estado de São Paulo para solucionar esses problemas.

    Gargalos. Entre os principais gargalos estão a burocracia em licitações, a alta carga tributária, falta de formalização do empresário e desconhecimento sobre sustentabilidade e responsabilidade social. “Estamos conversando com grandes companhias para identificar em quais situações a pequena empresa poderia se tornar fornecedora de produtos e serviços. Queremos entender os requisitos necessários para essa parceria e contribuir com essa aproximação”, diz Barretto.

    Até 2013, a entidade vai investir R$ 80 milhões em iniciativas para que os pequenos negócios aproveitem as oportunidades da competição esportiva. O Sebrae vai promover, por exemplo, rodadas de negócios para favorecer o fechamento de contratos e realizar ações para facilitar a formalização dos empreendimentos.

    O primeiro evento do gênero aconteceu ontem, no Estádio do Pacaembu, em São Paulo. Na capital, foram realizados seis fóruns para empreendedores dos sete segmentos contemplados pelo estudo conhecerem as oportunidades de cada setor, trocarem informações e realizarem as primeiras negociações. “A Copa já começou e as empresas precisam ter em mente que devem se formalizar e se planejar para aproveitar”, afirma o superintendente do Sebrae em São Paulo, Bruno Caetano.

    André Fernandes, sócio-diretor da consultoria MV Engenharia de alimentos, da cidade de Jundiaí, participou dos fóruns. “Quero entender melhor as necessidades dos meus compradores e as demandas a serem atendidas pelos meus fornecedores”, disse o empresário, que espera dobrar o faturamento até 2014.

    Já o presidente da empresa de tecnologia Núcleo Base, de Presidente Prudente, estava animado com as previsões para o mercado de TI. Desde o início do ano ele participa de um arranjo produtivo local com outras 31 empresas da sua cidade, de olho nas oportunidades geradas pelo Mundial. “Estamos ainda mais otimistas com a possibilidade de Presidente Prudente ser subsede da Copa”, diz.

    Em Pernambuco, a previsão, também, é que o futebol movimente em torno de mais de cinco bilhões de reais.

    O maior evento do futebol vai movimentar vários setores da economia e gerar oportunidades para pequenas empresas. Só ss preparativos para o evento devem movimentar cerca de 30 bilhões de reais e gerar quatro milhões de empregos, segundo o SEBRAE.

    O programa prevê a construção de estádios, hotéis, restaurantes e apoio logístico para receber milhares de turistas que torcem e vibram com o futebol. Um estudo encomendado pelo SEBRAE mostra os benefícios que o evento traz para a economia brasileira. Quase oito mil micros e pequenas empresas devem fechar algum negócio gerado pela Copa do Mundo. As possibilidades são mais fortes em nove setores: construção civil, tecnologia da informação, turismo, produção, agronegócio, madeira e móveis, têxtil-confecção, comércio varejista e serviços.

    Em todo o Brasil, a Copa do Mundo, sem contar a Copa das Confederações e as Olímpiadas, devem movimentar mais de 150 bilhões de reais e gerar mais de dez milhões de empregos no País. Essa é a política do pão e circo e que dar atenção também ao POVO HUMILDE!

  3. Salgueiro perdeu porque não deu oportunidade de ampliar seu estádio na Série B e hoje caiu para a C do Campeonato Brasileiro. Se Salgueiro pode colocar seu time na Série B do Brasileirão com possibilidades reais de subir à A e jogar contra São Paulo, Vasco da Gama, Flamengo, Botafogo, Atlético Mineiro, Cruzeiro, Grêmio, Internacional, Fluminense, Bahia, Vitória, por quê Araripina um dia não pudesse sonhar com isso? Qual a diferença de Salgueiro para Araripina? Nenhuma! Temos que olhar pra frente e não com o retrovisor para trás…

  4. Discordo do Sandro quando ele diz que não há diferenças entre Araripina e Salgueiro. Discordo porque Araripina é muito melhor que qualquer outro municipio desta região. Temos riquezas mineirais, agrícolas, e um povo trabalhador e apaixonado pelo bode do araripe. Um estudo de viabilidade econômica para a ampliação do estádio seria muito útil e só viria a confirmar a necessidade de um estádio maior do que temos atualmente. Devagar, com planejamento e ações pautadas na lisura teremos com certeza, um time entre os grandes do Brasil. A população do Araripe inteiro, sem dúvidas, corresponderá com a sua torcida e apoio ao Bode do Araripe, que já é a maior paixão da nossa região.

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