Cerca de 100 mil raquetes de palma, variedade orelha de elefante mexicano, já foram cultivadas na cidade de Salgueiro, no Sertão Pernambucano. A plantação está sendo distribuída entre os pequenos agricultores da região. O programa é desenvolvido pela Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social em parceria com o Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA).

O agricultor José de Souza Neto, de 50 anos, pegou 4 mil raquetes de palma para cultivar na sua propriedade e agora fará a redistribuição. “Fui para uma reunião com o Sindicato da Agricultura Familiar e eles me deram a palma para plantar e vou distribuir a primeira colheita essa próxima semana. Usei uma área pequena 1,20 m por 50 cm de espaçamento. Depois do segundo corte, vou poder usar a palma apenas para o consumo próprio”, declara.

Segundo o engenheiro agrônomo da Secretaria de Desenvolvimento Rural de Salgueiro, Marcos Roberto Callou, há uma média de 100 mil raquetes plantadas no município de Salgueiro. O primeiro lote da palma chegou à cidade em 2012 e foi distribuída gratuitamente para um núcleo com 5 agricultores. A plantação por conta da estiagem ficou prejudicada. Cerca de 20 agricultores hoje são beneficiados com o programa.

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Cerca de 100 mil raquetes de palma já foram plantadas em Salgueiro, PE (Foto: Catarina Raquel Rocha e Silva)

De acordo com Callou, o agricultor recebe 5 mil raquetes da palma e depois repassa a mesma quantia para um próximo agricultor. “A planta é usada para alimentação de animais no período de estiagem. No tempo da seca, servem de reserva de forragem de caprinos, ovinos e bovinas”, explica.

Para participar, o agricultor deve procurar o gabinete da palma, o conselho de desenvolvimento, as associações ou secretaria de desenvolvimento social. Técnicos vão avaliar a área e as condições que o candidato tem de fazer o plantio. Os selecionados precisam plantar e cuidar da plantação de palma, bem como repassar a mesma quantidade recebida para os outros produtores.

O objetivo é disseminar a Orelha de Elefante que é uma variedade resistente a ‘Cochonilha de Carmim’, um inseto que suga a seiva das palmas e é capaz de introduzir vírus ou toxinas para a planta. “A região é castigada com estiagem e a palma é a única coisa que a gente tem para lidar com a seca. É uma reserva bastante significativa. Uma forma bastante positiva que encontramos para quem não possui água ter alimento para os animais”, ressalta Callou.

Serviço
Secretaria de Desenvolvimento Social
Parque de Exposição Gumercindo Figueira Sampaio.
Endereço: BR-232, saída de Salgueiro, PE.
(87) 3871-7085.

Fonte: G1.com

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