Após sete anos e três meses no cargo de vice-governador, João Lyra (PSB) assume hoje a principal cadeira no Palácio do Campo das Princesas, com a saída de Eduardo Campos para concorrer à presidência da República. Depois do restabelecimento do voto direto para governador, esta é quarta vez que um gestor renuncia ao cargo para concorrer a outro. Roberto Magalhães deixou o governo em 86 para tentar uma vaga no Senado, Miguel Arraes em 90, para ocupar uma cadeira na Câmara Federal, e Jarbas Vasconcelos, em 2006, também para disputar o Senado.

A solenidade seguirá o que manda o protocolo. Ontem, o governador Eduardo Campos entregou a carta de renúncia ao cargo à Assembléia Legislativa, que precisou convocar uma reunião solene para empossar o novo governador. É válido lembrar que não haverá vacância no cargo. Eduardo só deixará de comandar o Estado quando o João Lyra for empossado.

A sessão na casa de Joaquim Nabuco começa às 15h. A reunião será aberta pelo presidente da Alepe, Guilherme Uchoa, acompanhado do presidente do Tribunal de Justiça, Frederico Neves. João Lyra será levado ao plenário por um parlamentar governista e outro da oposição. Raquel Lyra, deputada estadual e filha do novo governador, deve também conduzi-lo ao ambiente.

Lyra fará a leitura do Termo de Compromisso e, em seguida, será oficialmente empossado governador do Estado. Ele deve fazer um discurso com 25 minutos de duração. A previsão é de que a solenidade dure uma hora e meia. Na saída da Assembléia, já governador, Lyra passará parte da tropa em revista.

O trajeto até o Palácio do Campo das Princesas, para a transmissão de cargo, será feita em carro fechado. Há, ainda, a possibilidade de ir andando. Lyra dispensou o tradicional Lincoln conversível, usado nas posses. Na chegada, passará o restante da tropa em revista e será recebido por Eduardo Campos.

Um palco montado na frente do Palácio será o local da transmissão do cargo. Novamente, Lyra irá discursar. Desta vez, há a possibilidade de fazer uma fala livre, sem texto pronto, porém seguindo um roteiro.

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Ricardo L. Labastier/JC Imagem

Eduardo Campos também irá se pronunciar. Acostumado a falar de forma espontânea, especula-se que o já ex-governador irá ler um discurso pronto. Mas não está descartada a possibilidade de falar de improviso. Pela manhã, Eduardo assiste a uma missa organizada pela família, às 8h, na Igreja de Casa Forte.

Mais de duas mil pessoas foram convidadas para a transmissão de cargo. O evento será aberto ao público, mas os convidados devem ocupar uma área reservada na frente do Palácio.

Fonte: Jconline.com.br

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