DVD com os dias contados.

Daqui há cerca de dois anos você estará provavelmente jogando fora o seu aparelho de DVD e comprando um tocador de blu-ray. Pelo menos esta é a expectativa da indústria do entretenimento, que movimenta bilhões de dólares no mundo e, pela primeira vez desde a popularização da internet, vê nesta nova tecnologia possíveis chances de salvação. A tal mídia é vista como uma nova possibilidade para que as pessoas continuem a consumir filmes e shows comprados na loja e não apenas os baixados ilegalmente na web.

Mais: mesmo custando muito caro para a maioria dos consumidores, o blu-ray é o grande responsável por iniciar a decadência do DVD. Lançamentos no antigo formato, por exemplo, começam a ficar mais baratos por causa do concorrente. Enquanto o DVD duplo do Homem Aranha 3 custa cerca de R$ 34, por exemplo, o mesmo filme é encontrado em blu-ray por R$ 89 ou mais; e enquanto um leitor de DVD pode ser comprado por R$ 60, os equipamentos de blu-ray custam cerca de R$ 1 mil.

Mas será que vale a pena investir tanto numaparelho como este? Depende das necessidades e do interesse de cada pessoa. Se o DVD tem uma capacidade limitada em 4,7GB, a tecnologia blu-ray é a primeira a permitir gravar vídeos em alta resolução e a armazenar 25GB de dados (vídeos, imagens ou outros conteúdos). Isto significa cinco vezes mais espaço e cinco vezes mais qualidade de áudio e de vídeo. Na prática, enquanto a imagem de um DVD pode ser comparada a uma fotografia de 0,4 megapixels, a de um blu-ray é vista com dois megapixels.

“Depois de assistir a um filme em blu-ray a diferença para as demais tecnologias é gritante. Este é o verdadeiro conceito de alta definição”, afirma o diretor-geral da Sony Pictures no Brasil, Wilson Cabral, falando das apostas da empresa para este segmento. Uma outra vantagem da nova mídia é que ela não aniquila a antecessora – como o DVD fez, por exemplo, com as fitas VHS. Os equipamentos de blu-ray leem os filmes em DVD. “As duas tecnologias conviverão juntas por alguns anos”, completa o diretor.

“As vendas não aumentaram porque o aparelho ainda custa caro, mas muitos clientes chegam perguntando pelo equipamento e tirando dúvidas”, conta o vendedor da loja Exclusive Line, Antônio Marinaldo. Porém, Guilherme Silveira, gerente da SMS (a primeira locadora recifense a trabalhar com a nova mídia e que hoje contabiliza cerca de 260 títulos no catálogo), diz que com o barateamento do player e dos televisores Full HD já dá para notar uma demanda maior por filmes em blu-ray. “Fazemos entre 20 a 30 locações por dia”, exemplifica

Qualidade – Para ter a qualidade de cinema em casa, você também precisará ter um televisor compatível. “Em 2008 foram vendidos 3,5 milhões de TVs de alta definição no Brasil e somente seis mil tocadores de blu-ray”, compara o gerente de produtos do tipo para a Samsung Brasil, Eric Kuwabara. Segundo o executivo, o que falta no país é educação, preço do player e quantidade de títulos disponíveis no país. Para se ter ideia, são 640 lançados e outros 140 prometidos, apenas pela Sony, para este ano.

 

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