Cidades do Sertão são fiscalizadas no combate ao trabalho infantil

Pelo menos 11 cidades do Sertão pernambucano estão sendo fiscalizadas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) de Pernambuco. O objetivo é coibir o trabalho infantil em locais como feiras livres, comércios e construção civil.

Petrolina, Belém do São Francisco, Araripina, Lagoa Grande, Exu, Salgueiro, Trindade, Cedro, Parnamirim, Serrita e Ipubi são os municípios alvo da fiscalização. As feiras livres são os locais onde este tipo de trabalho é mais encontrado. Em apenas quatro delas não houve registro de serviço envolvendo adolescentes. O MP recebeu denúncias de que crianças estariam trabalhando em motéis, casas de farinha e em pavimentação de avenidas.

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Promotoria faz blitz na feira livre de Salgueiro, PE
(Foto: Jadir Souza/TV Grande Rio)

“Quando fomos em Serrita para averiguar o trabalho de menores na pavimentação das ruas, felizmente não encontramos. Mas continuamos verificando se havia exploração do infantil em outros setores no mesmo município”, afirmou a procuradora do trabalho em Petrolina, Vanessa Patriota.

Depois que o Ministério do Trabalho realiza um mapeamento, as gestões dos municípios são convocadas para reuniões e recomendações com o objetivo de erradicar este tipo de exploração. “A gente faz uma força tarefa no município com inspeções em feiras e logradoros públicos e tenta colocar os garotos em programas sociais”, disse a procuradora.

“Encontramos várias justificativas dadas pelas famílias, desde que a ‘criança precisa trabalhar para ganhar dinheiro’ à que ‘é melhor o jovem estar trabalhando do que usando drogas’. Muitas vezes é falta de consciência mesmo”, declarou.

De acordo com a procuradora, houve uma diminuição do trabalho de crianças no setor formal da economia. “Encontramos mais o serviço no trabalho informal, em que crianças vendem picolés e carregam sacolas em feiras livres”, garantiu.

Pernambuco ocupa a 22ª posição no ranking dos estados brasileiros com trabalho de crianças e adolescentes de 10 a 17 anos. Para tentar combater essa exploração, só em 2014, o Ministério realizou audiências públicas nas cidades de Araripina, Salgueiro e Belém do São Francisco. Outra medida adotada são as parceira com o ‘Sistema S’ (Sesc, Sesi, Senai e Senac) para apresentar alternativas aos jovens, a exemplo de cursos profissionalizantes.

Fonte: G1.com

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