PIB de Pernambuco cresce 1,9% em 2018 e supera crescimento nacional de 1,1%

O Produto Interno Bruto (PIB) de Pernambuco teve um crescimento de 1,9% em 2018, em relação ao ano anterior, superando o crescimento de 1,1% do PIB nacional. De acordo com o resultado divulgado pela Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco (Condepe/Fidem) nesta segunda (18), o estado alcançou R$ 182,8 bilhões em valores correntes.

A agropecuária, a indústria e os serviços são os setores econômicos que, segundo a Condepe/Fidem, motivaram o resultado anual. Respectivamente, os três segmentos apresentaram crescimento de 5,3%, 2,0% e 1,7%.

Na agropecuária, o saldo positivo se deve ao bom desempenho das chamadas lavouras permanentes, com incrementos na produção de uva, banana, manga e maracujá. No campo da indústria, o destaque fica com a indústria de transformação, com a expansão da fabricação de veículos automotores, produtos de metal, produtos de limpeza, de borracha e material plástico e bebidas.

No setor de serviços, as atividades imobiliárias e aluguéis, os serviços de alojamento e alimentação e serviços profissionais, administrativos e complementares são apontados como os segmentos que alavancaram o crescimento de 1,7%, em relação a 2017.

“A agropecuária foi um setor com crescimento expressivo, mas não é o único a influenciar o resultado do estado. A indústria e os serviços também têm peso. Tivemos uma retração no quarto trimestre, mas o quadro acompanhou o cenário nacional, que também foi de retração, e acredito que haverá uma recuperação para o ano de 2019”, afirma o economista e gerente de estudos e pesquisas socioeconômicas da Condepe/Fidem, Rodolfo Guimarães.

Economia no 4º trimestre

No quarto trimestre de 2018, no entanto, houve uma redução de 1,1% em comparação ao semestre anterior. Segundo a Condepe/Fidem, o resultado foi motivado pelo desempenho de setores como a indústria, que apresentou queda de 10,1% no período em questão.

A agropecuária, com crescimento de 3,1%, e os serviços, com crescimento de 0,5%, também influenciaram o resultado do último trimestre de 2018.

Em comparação ao quarto trimestre de 2017, houve uma elevação real de 0,2%. O resultado, segundo a Agência, decorreu do desempenho da agropecuária e do setor de serviços, com respectivos percentuais de crescimento de 4,9% e 1,4%, e da queda de 3,9% na indústria. Em valores correntes, o PIB do 4º trimestre de 2018 em Pernambuco foi de R$ 50,7 bilhões.

Fonte: G1.globo.com

Energia solar com tendência de alta em Pernambuco

Atuando há cinco anos no mercado de energia solar, a empresa pernambucana Insole recebeu novos aportes financeiros no ano passado, mudou a estrutura societária e diversificou as atividades. O resultado disso foi a abertura de 22 novas unidades no Brasil, sendo 14 em Pernambuco. Neste ano, a Insole entregou o maior telhado solar já produzido pela empresa no estado e a meta é inaugurar 50 lojas até o fim do ano, consolidando a tendência de crescimento.

“Nós passamos a ser uma Sociedade Anônima (S.A), o que mostra uma mudança de comportamento empresarial com a entrada de novos investidores”, explica Ananias Gomes, diretor-presidente da companhia. Com isso, segundo ele, a Insole deixou de focar apenas na venda de serviços e passou a oferecer novas opções aos clientes. “Dentro dessa mudança passamos a ter um novo formato de financiamento direto aos clientes, utilizando também parceiros estratégicos. Com isso, passamos a ser uma espécie de fintech voltada à energia solar e, em vez de atuar apenas na estruturação (dos sistemas), passamos a fazer o financiamento direto”.

Apesar de não revelar valores nem quem são os novos investidores, Gomes destaca que no ano passado a base de clientes quadruplicou. “Não existe uma região específica onde atendemos. Pessoas de todo o estado nos procuram para fazer a instalação dos sistemas”. As novas lojas inauguradas no ano passado resultaram numa geração de 220 empregos diretos. Atualmente, a Insole é responsável por 10% da carga instalada em projeto de geração distribuída de energia solar no Brasil e, até o fim do ano, pretende expandir suas atuações para o Sudeste, o Centro-Oeste e a região Norte.

Maior painel solar entregue em Pernambuco

Em novembro do ano passado, foi entregue o maior telhado solar já produzido pela Insole em Pernambuco. São 1.030 painéis solares que foram instalados na gráfica e editora Mxm, localizada em Olinda. A potência instalada é de 334,75 watt-pico (kwp), o que representa, por ano, uma geração de energia de 538 mil quilowatts/hora (kw/h). “Era um projeto que tínhamos interesse há mais de três anos, e decidimos instalar agora porque o custo diminuiu, a viabilidade ficou melhor”, comenta Sérgio Xavier, um dos proprietários da empresa.

A expectativa é de diminuir em até 50% o custo na conta de energia e utilizar o valor para pagar o financiamento feito junto ao Banco do Nordeste – por meio da linha de crédito FNE Sol – para custear a instalação dos painéis. “Ao todo serão nove anos (de financiamento). A vantagem é que, após a instalação, no mês seguinte eu já comecei a economizar”. De acordo com Xavier, além do impacto econômico, a decisão pelo sistema fotovoltaico foi tomada por conta de possíveis problemas na geração de energia no futuro. “Essa é uma das nossas preocupações. Acredito que o Brasil voltará a crescer, e em dois ou três anos, crescendo a uma taxa de 3%, acho que vamos ter dificuldade na geração de energia”. O sistema começou a ser instalado em janeiro do ano passado. “Já havíamos feito projetos um pouco maior em São Paulo e no Rio de Janeiro, mas fazer um projeto dessa dimensão aqui no estado foi uma experiência muito grande”, reforça Ananias Gomes.

Fonte: Jornal Diario de Pernambuco

Pernambuco gera 2.023 empregos em 2018, após quatro anos de resultados negativos

Pernambuco voltou a gerar empregos em 2018, após quatro anos consecutivos de diminuição de vagas com carteira assinada. Em todo o ano, foram abertos 2.023 postos de trabalho formal. O último resultado positivo registrado no estado foi em 2013, quando houve 28.062 mais contratações que demissões.

No Brasil, 2018 foi o primeiro ano com saldo positivo após três anos de demissões. Os números são do Cadastro Nacional de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados nesta quarta-feira (23) pelo Ministério da Economia.

O saldo positivo é a diferença entre as contratações, que em 2018 totalizaram 397.030 e as demissões, que chegaram a 395.007.

As cidades que tiveram o pior saldo do estado foram o Recife, com 4.358 demissões, seguida por Ipojuca, na Região Metropolitana , com 3.161 desligamentos e Jaboatão dos Guararapes, com 2.939 baixas nos postos formais de trabalho.

Apesar da criação de empregos em 2018, o saldo de geração de vagas em dezembro foi negativo no estado, com 14.954 postos formais de trabalho fechados. Ao todo, foram registradas 22.180 admissões e 37.764 demissões, segundo o Caged.

Tendência de crescimento econômico

De acordo com o consultor de empresas e professor de economia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Écio Costa, a retomada do emprego no estado é resultado de uma tendência de crescimento econômica ainda lenta, mas que deve perdurar.

“A confiança no comércio e nas empresas está em níveis bons e isso traz maior consumo e investimentos, que ainda estão aquém do desejado. Isso mostra que há recuperação. A geração de empregos não acompanha o crescimento da economia, porque só se contrata depois de um tempo. Isso é o contrário das demissões, que são até mais rápidas que o próprio decréscimo da econômico”, explica.

Antes da crise, segundo Écio, o estado passava por uma tendência de crescimento econômico superior à do Brasil.

“Pernambuco teve investimentos estruturadores, com indústrias no interior, estaleiros, Complexo de Suape e duplicação de BRs. Isso fez com que o estado apresentasse números de crescimento maiores que os nacionais e, consequentemente, gerasse muitos empregos para a região”, afirma.

O economista explica que Pernambuco foi afetado também acima da média pela crise econômica brasileira.

“A crise coincidiu com a operação Lava Jato e levou a muitas demissões na área de Suape, por exemplo. Indústrias e prestadoras de serviços vinculadas a essa cadeia produtiva foram alvo da operação e isso causou grande desemprego na região”, declara.

Sobre o resultado negativo registrado em dezembro de 2018, Écio afirma que o resultado está dentro do usual, considerando a sazonalidade da economia e do comércio.

“Os empregos temporários geralmente começam entre outubro e novembro e já em dezembro há uma leva grande de demissões. Além disso, o comércio de fim de ano de 2018 não foi tão forte quanto se esperava. Não geramos tantos empregos em dezembro”, diz.

Ano por setores da economia

Em 2018, dos oito setores da economia, quatro tiveram variação positiva, segundo o Caged. O comércio foi o setor que mais abriu vagas e a indústria de transformação foi quem mais demitiu.

Confira os índices:

  • Indústria de transformação: -3.782 empregos
  • Construção civil: -1.638 postos
  • Serviços industriais de utilidade pública: -42 vagas
  • Administração pública: -85 empregos
  • Comércio: 3.180 vagas formais
  • Serviços: 3.169 empregos
  • Agropecuária: 1.192 vagas
  • Indústria extrativa mineral: 29 postos formais

Dezembro por setores da economia

No último mês de 2018, sete dos oito setores da economia tiveram mais demissões que contratações formais, segundo o caged.

Veja os resultados:

  • Serviços: -6.620 empregos
  • Indústria de transformação: -4.627 empregos
  • Agropecuária: -2.687 vagas
  • Construção civil: -821 postos
  • Comércio: -162 vagas formais
  • Administração pública: -33 empregos
  • Indústria extrativa mineral: -8 postos formais
  • Serviços industriais de utilidade pública: 4 vagas

    Fonte: G1.globo.com

Sebrae inaugura nova sede no Araripe

Novo endereço é na Rua Marcos Vieira de Alencar, nº 331 – Loja 1, no Centro de Araripina

A Unidade do Sebrae no Sertão do Araripe inaugura oficialmente nesta quinta-feira (29/11), às 19h, sua nova sede, que irá funcionar na Rua Marcos Vieira de Alencar, nº 331 – Loja 1, no Centro  de Araripina. A solenidade deverá contar com a presença de autoridades públicas e de órgãos representativos dos municípios do Araripe atendidos pelo escritório.

A nova sede permitirá mais qualidade no atendimento aos clientes, fortalecendo o trabalho de desenvolvimento regional realizado pelo Sebrae há 17 anos no Araripe. O novo espaço é composto por escritório com acessibilidade, sala de treinamento com capacidade para quarenta pessoas e auditório para setenta pessoas.

A partir de sexta-feira (30/11), os empreendedores poderão buscar serviços e informações sobre consultorias, capacitações, palestras, entre outros, nas áreas de Indústria, Comércio e Serviços e Agronegócio, na nova sede. O atendimento ao público continuará acontecendo no mesmo horário, de 8h às 17h, de segunda a sexta-feira. O atendimento telefônico também permanece inalterado, no número (87) 3873-1708.

Lei que extingue exigência de firma reconhecida e cópia autenticada em repartições públicas é sancionada

A Lei da Desburocratização, sancionada nesta terça-feira (16), vai assegurar um atendimento eficaz e rápido nas repartições públicas. Entre as novidades está o fim da exigência do reconhecimento de firma e de cópia autenticada de documentos.

Segundo a Lei 13.726, de 2018, o cidadão não precisará apresentar a certidão de nascimento se estiver com a carteira de identidade ou de habilitação. Para o autor, senador Armando Monteiro (PTB-PE), a nova lei obriga as repartições públicas a buscarem no banco de dados dos demais órgãos públicos, certidões ou documentos do cidadão.