Atualmente o Banco de Leite Materno (Biama) de Petrolina, no Sertão pernambucano, está quase no limite máximo da sua capacidade. Mesmo com 45 litros de leite, a coordenação do Banco tem receio de que o estoque sofra uma baixa e não possa ser reposto, principalmente por mães que não estão internadas no Hospital Dom Malan Imip.

Segundo a coordenadora do Biama, Flávia Guimarães, o grande problema é que a doação de leite feita por mães recém-paridas ainda é pequeno, diferente das mães que já estão em outra fase da lactação, onde a produção aumenta. O objetivo do Biama é tentar sensibilizar mães externas a ser tornarem doadoras. “Aqui temos recém-nascidos de risco com extremo baixo peso, de menos de um quilo. A dificuldade é na sensibilização das doadoras externas, mas entendemos que o principal empecilho é a disponibilidade”, disse a coordenadora do Biama.

A médica explica que para tentar solucionar este problema, o Banco de Leite Materno disponibiliza duas vezes por semana um carro com um profissional preparado para recolher este leite nas casas das doadoras. Para isso, é preciso que as mães que tenham interesse, procurem o Biama, no Hospital Dom Malan Imip para fazer o cadastro. “O que acontece é que ela começa a doar aqui e quando vai para casa, a mulher perde o interesse”, contou a coordenadora do Biama.

A doadora precisa ser saudável. “Ela tem que estar amamentando o filho, ter excesso de leite, não estar tomando medicamento, beber o mínimo de café e não consumir álcool nem outros tipos de drogas nem recebido transfusão de sangue. A mulher também não pode ter quadro de hepatite e deve apresentar os exames do pré-natal em dia”, explicou. Todo o leite recebido é pasteurizado antes de ser consumido pelos recém-nascidos prematuros.

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