Assédio Moral Institucional é mais perigoso do que o individual

Depois de uma experiência dolorosa de anos no ambiente de trabalho, palco de humilhações, discriminações e preconceitos, o trabalhador ou servidor público mobizados não conseguem mais desempenhar suas funções em empresas corporativas ou repartições públicas. Realmente, não se trata de uma questão de insanidade mental, mas de trauma psíquico cronificado desenvolvido em decorrência do assédio moral organizacional. A dificuldade em dividir tarefas com um colega já é torturante e trabalhar em grupo, equipe, é impossível, uma vez que o bloqueio psicológico cronificado não o permite trabalhar em equipe ou mesmo sozinho. Os governos deveriam atentar para esse grave problema de saúde ocupacional no Brasil. Nessa fase, o trabalhador de modo geral já não confia totalmente em dividir atribuições funcionais ou mesmo receber o trabalho para desempenho individual, uma vez que o pensamento repetitivo passado traumático ou antecipatório (ansioso) é que seu trabalho, mesmo sendo bem feito, não será reconhecido e será alvo de críticas. Ele desconfia com ou sem razão do colega de trabalho ou chefia e de sua própria capacidade laborativa. Não é uma questão de sanidade mental, mas de trauma psíquico cronificado reconhecido por psiquiatras como doença ocupacional adquirida no exercício de função. Essa situação leva o trabalhador doente à invalidez permanente em funções que demandem a colaboração nos serviços, na divisão de tarefas e no contato interpessoal porque o incomoda e incomoda os colegas de trabalho, gerando crises e um ambiente de trabalho conflituoso. Porém, os traumas psicológicos adquiridos não impedem que o trabalhador que seja portador dessas síndromes ocupacionais de ser produtivo no trabalho intelectual individual, como ser escritor ou trabalhador autônomo. (Soboll, Lis A. & Jost, Rossana; Adriana Calvo; Margarida Barreto; Marie-France Hirigoien; Alexandre Pandolfo; Adriane Reis de Araújo; Dirceu Moreira; Renato de Almeida Oliveira; Jorge Dias Souza; Thereza Cristina Gosdal; Lus Andra Soboll; Carlos Eduado Carrusca Vieira; etc…).

SANDRO MORAES
ADVOGADO
JORNALISTA

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1 comentário

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    Um espaço onde vítimas de assédio ou dano moral podem relatar suas histórias, compartilhar experiências, e buscar caminhos para tornar o ambiente de trabalho um espaço seguro, onde seres humanos sejam tratados com o respeito e a dignidade que merecem. Um espaço onde você encontrará informações atualizadas sobre Assédio Moral no trabalho.
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