A voz do sertão com sotaque inglês: Sonho ou realidade?

Softagon Sistemas em Araripina

“Brasil – Um gigante do gesso prestes a dar seu grito”(Brazil – a gypsum giant ready to roar). Esse foi o título de uma matéria sobre a importância do pólo gesseiro do Araripe no cenário internacional editada em março de 2008 na Global Gypsum Magazine, revista estrangeira especializada em gesso. Mas o que de fato falta para que esse grito seja realmente ouvido nos quatro cantos do planeta? Seja a dificuldade de transporte, a burocracia política ou até mesmo a falta de desenvolvimento de tecnologias de produção e controle de qualidade, esse grito não será ouvido se não for pronunciado em bom e claro inglês.

Atualmente, um número estimado em 800 milhões de pessoas em todo o mundo falam inglês como segunda língua ou língua estrangeira, cerca de 75% das negociações internacionais são feitas nesse idioma, já se tornando por excelência a língua da internet, mídia, entretenimento, ciência, tecnologia e mundo acadêmico. Vários países como Japão, China, Chile, entre outros, estão bastante empenhados em capacitar a população no ensino da língua inglesa.  Já nesse ano, a rede de idiomas brasileira Wizard ,fechou um contrato com o conglomerado empresarial chinês Intercontinental Group, para abrir  até o ano de 2020, mil unidades naquele país. Dentro desse contexto, se as indústrias do gesso querem ter chances reais de competitividade na era global, o inglês deve ser considerado um investimento prioritário no quesito comunicação internacional.

O aprendizado de uma língua estrangeira é um processo de médio e longo prazo que deve ser acessível a todas as faixas etárias e camadas sociais como forma de inclusão na era da globalização. Para se ter uma idéia, cerca de 80% das informações disponíveis na internet estão em inglês. A internet faz com que as pessoas deixem de ser apenas leitores para serem produtores de textos através dos sites e blogs e fatalmente uma esmagadora maioria entenderá o que estiver escrito em inglês em relação a qualquer outro idioma do mundo. Entretanto, a falta de professores qualificados, a escassez de bons materiais didáticos e a aplicação de métodos tradicionais que focam unicamente no ensino da gramática em detrimento a compreensão oral do idioma, podem transformar o que deveria ser um momento de interação e aprendizado, em aulas exaustivas e chatas sem nenhum propósito para a vida na prática.

Filipe Rodrigues 22/03/2010

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