A difícil missão do novo prefeito de tirar Araripina da letargia.

A vitória de Alexandre Arraes à Prefeitura de Araripina não foi apenas o triunfo dos méritos do candidato do PSB nem a força política de Eduardo Campos. A vitória sufragada nas urnas foi também a vitória do protesto e da raiva do povo de Araripina à situação caótica administrativa em que está atolada a cidade. Município mais rico do Araripe pernambucano (porque existe o Araripe cearence também), Araripina desponta como uma cidade próspera e rica, tanto pela natureza que brota de sua terra quanto pela pujança de seu poder econômico. Porém, o município sertanejo parece que não tem sorte quando o assunto é gestores públicos.

Para não ser leviano e está apontando o dedo para os últimos mandatários do Executivo municipal, há muito tempo a cidade não tem um prefeito que honre a tradição de cidade mais rica da Região do Araripe. O povo de Araripina já está cansado de tantas falcatruas noticiadas pela Imprensa. Não aguenta mais a presença da Polícia Federal atrás de políticos malversadores do erário público. O povo se encheu das notícias de desmandos no município, de que a Controladoria Geral da União apontou que a merenda escolar foi desviada. De que os recursos da educação não foram aplicados como estatui a Constituição Federal. Não tolera mais notícias de que verbas federais se diluíram feito cibalena em copo de água e que o Tribunal de Contas da União enquadrou A ou B pelo desvio de recursos públicos. Do mesmo modo, a população está de saco cheio com notícias de que o TCE/PE conjuntamente como o MPPE estão na cidade fazendo devassas nas contas municipais.

De agora em diante, a população do município só espera que o próximo prefeito aperte o acelerador de sua gestão para devolver à cidade anos e anos perdidos com maus gestores que só pensam no seu próprio benefício e de seus clãs e deixaram a cidade entregue às baratas. Não sejamos hipócritas! O caos administrativo de Araripina não remonta a três anos, mas a longevos 30 anos!

O calçamento da cidade não pode ver chuva que se desmancha feito sorvete, porque só colocaram areia e esqueceram de misturar com cimento. Os sinais de trânsito só vivem queimados pondo em risco transeuntes e motoristas na cidade. A bagunça de motos, vans, ônibus escolares e demais transportes coletivos transformaram Araripina numa Torre de Babel. Ninguém respeita paradas proibidas e entradas de garagens particulares. Os foras-da-lei se acham no direito de constranger o cidadão de bem e ditar suas ordens. Carros de som de madrugada perturbam o sono de doentes nos hospitais e casas de saúde.

Arcoverde, porta do sertão de Pernambuco, menor do que Araripina, é, por exemplo, um modelo de gestão pública ordeira e que coloca ordem na casa. Sem muito estardalhaço, suas ruas são limpas e sem buracos, a iluminação pública é eficiente, os sinais de trânsito funcionam, avenidas perimetrais existem várias embelezando a cidade, câmeras de circuito de TV foram instaladas nas suas principais ruas para inibir a violência e a ação de meliantes e vândalos, a zona azul já está em pleno funcionamento com o que há de mais alta tecnologia para multar quem não respeita as leis de trânsito. E porquê em Araripina isso não ocorre? Porque, infelizmente, os gestores públicos que comandaram a cidade por muito tempo nunca pensaram no bem-estar da população, mas no seu próprio e de seus aliados.

Alexandre Arraes! Que em 01 de janeiro de 2013 sua administração abençoada por Deus represente o desenvolvimento de Araripina para que seja devolvida à cidade de mérito o título que sempre ostentou: a capital do Araripe. Boa sorte na sua difícil empreitada!!!

SANDRO MORAES
JORNALISTA

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