Servidores, alunos e pais protestam na frente da Prefeitura de Araripina

Nas primeiras horas da manhã de hoje, 10, alguns professores e demais servidores públicos, assim como estudantes e pais de estudantes, se reuniram na frente da Prefeitura Municipal de Araripina, para mais uma reivindicação, e protesto contra a gestão, e os salários atrasados, bem como o descumprimento do calendário de pagamento, acordado a uns meses atrás, após greve e movimentos.

O presidente do SIMA, Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Araripina, Tiago Silva falou aos professores, a quem passava no local, e todos que se encontravam no local, dando algumas explicações a respeito do movimento e do acordo (não cumprido) pela gestão municipal.

Tiago, em sua fala, explicou que, no início do ano, o sindicato tentou contato com o gestor, porém, esse, não deu retorno, não atendeu os servidores, e obrigou os servidores a entrarem de greve, com essa atitude, e a participação dos professores na greve, foi massiva,  e a prefeitura apresentou o primeiro calendário de pagamento da história da gestão, “um calendário que era no mínimo um tapa na nossa cara”, disse Tiago, pois o calendário colocava em cheque até o último pagamento do ano, e a prefeitura alegava que seria o possível naquele momento, e depois apresentou uma proposta, “tão boa, que dividia o salário de fevereiro”, segundo o presidente do SIMA.

Tiago informou, ainda, que a categoria (professores) está cumprindo a parte dela, pois “a categoria não é velhaca, paga o que deve”, acrescentou, e a gestão não está cumprindo com a parte dela, propôs e aceitou acordos, mas agora alega que os professores não estão pensando nos alunos, no entanto a categoria já começou pagar as aulas das datas de paralisação,

 Foi dito, ainda, que a categoria não confia na prefeitura, e esta está voltando com o discurso utilizado no primeiro ano de mandato: por ser um ano de eleição, não parar as atividades, mas no seu discurso o presidente disse que quem decidiu não pagar em ano eleitoral foi a gestão, portanto, se as greves acontecem em ano eleitoral, é porque os salários estão em atraso,em ano eleitoral.

O discurso de Tiago foi longo, e ele mencionou pontos importantes e detalhados, mas disse também que as mobilizações estão difíceis, já que os servidores estão cansados, desacreditados, sem esperança,  e além de tudo isso, existe o problema de comunicação, pois eles (servidores) passaram um ano e sete meses sem espaço em rádios da cidade para falar, que o espaço foi dado, depois, mas apenas para que a classe divulgasse suas atividades, só que está acontecendo um retrocesso, existindo a dificuldade de o sindicato fazer divulgação das ações.

No movimento, foi dada oportunidades a alunos, pais de alunos e outros servidores, para que esses dessem voz aqueles que não têm vez.

Por fim, alguns servidores dirigiram-se ao Ministério Público, com documento TAC, Termos de Ajustamento de Conduta, documentos assinados por partes que se comprometem, perante os procuradores da República, a cumprirem determinadas condicionantes, de forma a resolver o problema que estão causando ou a compensar danos e prejuízos já causados.

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