Faltam faixas de pedestres em Araripina e educação dos motoristas

O pedestre também faz parte do trânsito e embora muitos não tenham consciência disso, cabe aos motoristas e ao Poder Público respeitá-los.

Quando o assunto é trânsito seguro as pessoas normalmente começam a comentar sobre as infrações dos veículos, sobre a fiscalização e inúmeros outros fatores que são responsáveis pela situação atual em que o país se encontra nas ruas e estradas, em toda parte, no entanto, a população muitas vezes se esquece da importância do pedestre e principalmente do respeito a ele. O pedestre também faz parte do trânsito e embora muitos não tenham consciência disso, cabe aos motoristas respeitá-los.

Em Araripina, transitar em alguns lugares é difícil, para pedestres, pois não tem faixa, e muitas vezes os motoristas não respeitam aquele lugar onde deveria ter uma.

Em alguns trechos de maior movimento, como é o caso da Rua Vereador José Barreto de Alencar, os pedestres demoram muito tempo nas calçadas, para atravessar, para deixar os filhos na escola, para trabalhar e realizar outras atividades, no entanto, os motoristas não param naquele trecho e os pedestres perdem a paciência, porque muitas vezes se atrasam para os compromissos.

Segundo algumas pessoas que trabalham nos comércios daquele trecho, os motoristas não os respeitam, e quando algum pára, dando preferência ao pedestre, este olha a placa e percebe que não é de Araripina, pois os daqui agem de forma diferente.

As normas viárias específicas para os pedestres são estabelecidas nos artigos 68 a 71 do CTB; em relação à travessia da via pública, são estabelecidas regras para os locais sinalizados e sem sinalização, seja o sinal horizontal (faixa de pedestre) ou o sinal semafórico (com foco para pedestres ou apenas o foco veicular).

A obrigatoriedade, por exemplo, de que o pedestre atravesse a via utilizando as faixas ou passagens a ele destinadas, somente se aplica quando estas existirem numa distância de até 50 (cinquenta) metros de onde ele se encontra; do que se extrai a exigência, para o órgão de trânsito com circunscrição sobre a via, para que sinalize adequadamente os locais destinados a esta utilização.

A Lei Federal 12.587/2012 – Política Nacional de Mobilidade Urbana, estabelece em seu Artigo 1º que “A Política Nacional de Mobilidade Urbana é instrumento da política de desenvolvimento urb

ano de que tratam o inciso XX do art. 21 e o art. 182 da Constituição Federal, objetivando a integração entre os diferentes modos de transporte e a melhoria da acessibilidade e mobilidade das pessoas e cargas no território do Município”.

No entanto, nos 28 artigos postos no referido diploma legal, não há uma única palavra nem uma única referência aos pedestres. A Lei menciona a universalização de acesso aos meios de transporte mas não estabelece uma única diretriz para garantir a universalização do acesso, segurança e conforto de quem anda a pé – literalmente a totalidade da população.

A responsabilidade da mobilidade a pé é do poder público. No entanto, este, quando muito, limita-se a fiscalizar a conservação das calçadas.

Aliás, a conservação da calçada é responsabilidade do proprietário do imóvel, do lote fronteiro ao trecho da via. Como a fiscalização é praticamente inexistente e, quando muito, sujeita a denúncias, o pedestre vive em permanente situação vulnerável no trânsito brasileiro, e em Araripina não é diferente.

Entramos em contato com a Autarquia de Trânsito e Transporte de Araripina, ATTA, para pedir informações a respeito desses problemas relacionados ao trânsito em nossa cidade, e o funcionário que nos atendeu, que não quis ser identificado, nos disse que o que já foi feito no trânsito daqui foi de responsabilidade da ATTA, no que diz respeito a planejamento e organização, porém os recursos são de responsabilidade da Secretaria de Infraestrutura, que inclusive já está por dentro das necessidades das pinturas das faixas na cidade, pois o estudo e orçamento já foi feito, bem como visita de engenheiro, para estudos mais detalhados.

O funcionário informou que informações mais detalhadas quem pode dá é o presidente da autarquia, mas não conseguimos contatá-lo.

Deixe uma resposta